Do estaleiro ao oceano: Brasil expande poder submarino

Enquanto o mundo debate disputas marítimas, o Brasil deu um passo concreto rumo ao fortalecimento de sua defesa naval. Primeiramente, o Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, foi palco de uma cerimônia histórica nesta quarta-feira (26), reunindo autoridades civis e militares em torno de duas entregas estratégicas do Programa de Desenvolvimento de Submarinos.

De fato, o evento marcou simultaneamente a mostra de armamento do Submarino Tonelero (S42) e o lançamento ao mar do Submarino Almirante Karam (S43). O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, liderou a solenidade e reafirmou o compromisso nacional com a proteção da chamada Amazônia Azul.

Indústria bélica brasileira bate recorde histórico

Além disso, Mucio destacou números impressionantes da Base Industrial de Defesa. Em 2025, o setor ultrapassou US$ 3 bilhões em exportações autorizadas de produtos militares, consolidando um recorde sem precedentes. Consequentemente, milhares de empregos foram gerados, evidenciando o impacto econômico dessas iniciativas estratégicas.

Nesse sentido, o ministro também reafirmou o compromisso governamental com o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto, considerado um marco transformador para o poder naval brasileiro.

ONU reconhece expansão da plataforma continental

Por outro lado, o Comandante da Marinha, Almirante Marcos Sampaio Olsen, trouxe uma perspectiva geopolítica relevante. A Comissão de Limites da ONU reconheceu recentemente a expansão da plataforma continental brasileira. Dessa forma, o país ampliou seu domínio sobre áreas com elevado potencial científico e econômico, aumentando também suas responsabilidades na proteção sustentável desses recursos.

Dois gigantes da Classe Riachuelo entram em cena

O Tonelero possui 70 metros de comprimento e deslocamento submerso de 1.870 toneladas, já incorporado à Força de Submarinos após rigorosos testes operacionais. Em contraste, o Almirante Karam é ainda maior, com 72 metros e 2 mil toneladas, porém ainda passará por avaliações de propulsão e sistemas de combate antes da incorporação definitiva.

Certamente, a cerimônia ganhou simbolismo especial quando a ministra do STF Carmen Lúcia batizou o Almirante Karam, seguindo a tradição naval que deseja boa sorte à embarcação. Assim sendo, o Prosub consolida o Brasil como potência submarina emergente no Atlântico Sul.

Fonte: Ministério da Defesa

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