Duas mulheres, de 26 e 39 anos, foram presas na segunda-feira (22) suspeitas de furtar um celular e uma chapinha de cabelo em uma loja no Centro de Guaçuí. A Polícia Civil localizou as duas ainda no mesmo dia, com as roupas que usavam no momento do crime.
Como o furto aconteceu
Segundo a Polícia Civil, as duas entraram no estabelecimento se passando por clientes e disseram estar interessadas em alguns produtos. Depois de informarem que não fariam a compra, subtraíram os dois objetos e saíram. A comerciante percebeu a ausência das mercadorias logo após a saída delas.
Uma das suspeitas já era investigada por outro furto ocorrido em dezembro, também em uma loja do Centro da cidade — desta vez, de bijuterias.
O registro rápido foi o que resolveu
“A proprietária da loja compareceu à unidade policial para registrar a ocorrência, e as suspeitas foram reconhecidas pelas equipes policiais”
O relato é da titular da Delegacia de Polícia de Guaçuí, delegada Yasmin Neves Fassarella. Registrar no mesmo dia é o que permitiu o reconhecimento: as suspeitas foram localizadas ainda usando as mesmas roupas do momento do furto, detalhe que sustenta a identificação e que se perde quando a ocorrência é registrada dias depois.
Onde estavam os objetos
A chapinha foi encontrada com uma das mulheres, escondida por dentro da roupa. O celular, conforme relataram as conduzidas, teria sido trocado por pedras de crack em uma boca de fumo.
“A equipe segue realizando diligências na tentativa de localizar o aparelho celular e restituí-lo à vítima”
Furto e roubo não são a mesma coisa
A distinção define a pena e costuma confundir. Furto é a subtração sem violência nem ameaça — foi o caso aqui, em que as suspeitas se passaram por clientes. Roubo exige violência ou grave ameaça contra a pessoa, e a pena é bem maior.
Há ainda o furto qualificado, que agrava a pena quando há concurso de duas ou mais pessoas, rompimento de obstáculo, abuso de confiança ou fraude. A atuação em dupla e a simulação de interesse de compra são elementos que a autoridade pode considerar nessa avaliação, e o enquadramento final é decidido na denúncia e no julgamento, não na delegacia.
O que o lojista pode fazer para ajudar a recuperação
Furto em comércio costuma ser resolvido — ou não — nas primeiras horas. Três providências mudam o desfecho:
- Registrar no mesmo dia, com a descrição das pessoas e a roupa que usavam.
- Guardar a nota fiscal e o número de série do aparelho. Sem o IMEI, um celular furtado é praticamente irrastreável depois de repassado.
- Preservar as imagens da câmera antes que o sistema sobrescreva a gravação, o que costuma ocorrer em poucos dias.
A denúncia anônima também vale para esse tipo de ocorrência, pelo Disque-Denúncia 181.
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