George Orwell em sua obra 1984

Moldura escura em fundo claro com os dizeres 'George Orwell' e o ano '1984'

De antemão, George Orwell, em sua obra 1984, entre muitas outras ponderações, fala da relevância do “revisionismo histórico”. Que, em resumo, seria reescrever a história, deturpando os fatos reais e os reescrevendo de acordo com os interesses dos que comandam ou buscam comandar o estado totalitário. Levantando as ponderações da vigilância perpétua, da presença do governo onipresente, da manipulação pública e histórica e da linguagem inventada pelo governo. Agindo tão somente como um superestado que seria controlado por uma elite política privilegiada, que seriam os membros de um partido interno. Partido esse que visa à edificação e à perpetuação de um governo hegemônico que persegue constantemente o indivíduo, persegue a sua liberdade de expressão como “crime de pensamento”, que seria aplicado com uma espécie de patrulha do pensamento, controlada como uma “Polícia do Pensamento”. Lembrando muito a patrulha da ditadura do politicamente correto.

Frequentemente, para os adoradores do estado hegemônico, é importante e fundamental seguir a diretriz ideológica de reescrever a história, deturpando os fatos, endeusando e martirizando quem era conveniente a eles, e agir satanizando constante e metodicamente quem eles queiram detrair, macular e denegrir, seus antagonistas, por motivos de divergências político-ideológicas partidárias. Assim sendo, as histórias contadas por esses adoradores de um estado totalitário e hegemônico são completamente tendenciosas, manipuladoras, e passaram pelo que eles chamam de “revisionismo histórico ideológico”.


Em outras palavras, é a mais pura manifestação do totalitarismo e da manipulação, tanto do indivíduo quanto das massas. Assim sendo, a história contada pelos adoradores do estado hegemônico totalitarista, por motivos óbvios de serem tendenciosos e manipuladores, sempre longe da verdade dos fatos históricos e jornalísticos, não deve ser muito levada a sério. Pois não é uma história real. É, sim, uma história ideal, de acordo com os ensinamentos doutrinários do rei da manipulação ideológica, Antônio Gramsci.

É preciso tomar cuidado com a manipulação ideológica dos fatos, com a mistura de mentiras com verdades, e com os revisionismos históricos, amplamente utilizados pelos adoradores do estado hegemônico absolutista.

Dessa forma, recomendamos muito a leitura dessa magnífica obra. Que, indiscutivelmente, é de fundamental importância para a compreensão dos dias em que vivemos. E principalmente é tremendamente relevante para ter o devido discernimento acerca da situação da política nacional e internacional. É uma obra, sem dúvidas, imprescindível para se entender por que está havendo uma polarização entre os que são a favor e os que são contra a implementação dessas diretrizes do estado hegemônico, da patrulha do pensamento, e de se reescrever os fatos de acordo com os interesses dos que querem implantar essas correntes ideológicas na sociedade. Essa obra coloca em palavras simples o que está acontecendo, e como está acontecendo, mesmo sendo uma pretensa obra de ficção científica futurista, na época em que foi escrita. Não podemos nos dar ao luxo de não conhecer, ou até mesmo não ler essa obra tão esclarecedora.

 

Em suma, concluímos afirmando que a vida humana e a liberdade não se negociam.

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Sobre Marcelo de Medeiros

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