A rede estadual de ensino do Espírito Santo aplicou em 1º e 2 de outubro de 2025 a terceira edição da Avaliação de Monitoramento da Aprendizagem (AMA) daquele ano. A prova começou numa quarta-feira e terminou na quinta-feira seguinte, e alcançou estudantes do 5º e do 9º anos do Ensino Fundamental, além de todas as séries do Ensino Médio nas unidades escolares capixabas.
O calendário daquela edição já se encerrou. O que vem abaixo é o registro de como a aplicação foi organizada e do que a Sedu informou na ocasião: não há prazo a cumprir nem inscrição a fazer, e o desempenho apurado na terceira edição não é objeto deste texto.
O que a avaliação se propunha a medir
A AMA foi apresentada como diagnóstico. O objetivo declarado era mapear o nível de desenvolvimento das competências trabalhadas nas Rotinas Pedagógicas Escolares, a referência citada pela pasta para aquilo que deveria ter sido trabalhado até ali.
A palavra monitoramento explica a função do instrumento: acompanhar o percurso enquanto ele ainda está acontecendo, em vez de olhar apenas para o fim do período letivo, quando já não há tempo de corrigir a rota. Por isso a leitura dos dados é dirigida a quem está dentro da escola — a finalidade informada pela pasta é orientar decisões nas unidades escolares.
Por que a rede trata a prova como ferramenta de planejamento
O secretário de Educação, Vitor de Angelo, ressaltou que a AMA se consolidou como instrumento de planejamento pedagógico, com dados que permitem identificar progressos e traçar caminhos para que cada estudante evolua de maneira consistente.
“Ao analisar os resultados, conseguimos reconhecer desafios e elaborar estratégias eficazes para fortalecer o ensino”
A avaliação é do secretário de Educação, Vitor de Angelo.
O que a segunda edição, aplicada em julho, já apontava
A gerente de Avaliação da Sedu, Bianca Silva Santana, destacou que a segunda edição, aplicada em julho, apresentou ganhos relevantes em Língua Portuguesa e Matemática. Ela também associou a prova à preparação dos estudantes para avaliações externas de grande porte, como o Saeb e o Paebes.
Vale entender o termo: avaliação externa é aquela em que a prova, a data e a correção são definidas fora da escola, o que permite comparar turmas e unidades diferentes sob o mesmo critério. Enfrentar um exame nesse formato dentro do calendário da própria rede tira do estudante parte da estranheza do modelo quando chega a avaliação maior.
“O momento da prova também representa uma experiência formativa que amplia a familiaridade dos estudantes com exames nacionais”
A observação é da gerente de Avaliação da Sedu, Bianca Silva Santana.
A divisão da aplicação em dois dias seguidos também não era novidade daquela edição: uma aplicação anterior da AMA já havia ocupado dois dias consecutivos, no mesmo desenho.
Por que parte dos alunos fez no papel e parte fez na tela
Naquela edição, os estudantes do 5º ano fizeram a avaliação em formato impresso. Os demais anos tiveram acesso prioritário à versão digital, por meio da Plataforma Avaliação e Monitoramento. As escolas sem infraestrutura tecnológica adequada também receberam provas impressas.
É o chamado formato híbrido, e a razão dele é prática: numa rede distribuída por todo o estado, a qualidade da conexão e a quantidade de equipamentos variam de escola para escola. Aplicar tudo em meio digital transformaria uma limitação de infraestrutura em desvantagem do aluno; manter a versão impressa disponível mantém todas as unidades dentro da mesma medição.
Onde ficaram as orientações e qual é a etapa seguinte
As orientações detalhadas de aplicação foram reunidas pela Sedu no Guia das Avaliações Externas do Espírito Santo, material dirigido a gestores e educadores das escolas da rede.
Aplicar a prova e conhecer o resultado são fases distintas, e é comum que se confundam. Depois da aplicação vem a devolutiva: em edição anterior, as escolas da rede estadual puderam consultar os resultados gerais da segunda edição da AMA — um passo posterior à prova, que não se confunde com o dia do exame.
Para quem acompanha a rede estadual, o que fica registrado desta terceira edição é o alcance e a data: 1º e 2 de outubro de 2025, com estudantes do 5º e do 9º anos do Ensino Fundamental e de todas as séries do Ensino Médio.
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