A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Emílio Oscar Hülle, em Marechal Floriano, realizou em 26 de setembro a 2ª Feira de Empreendedorismo, em formato totalmente digital. É a segunda edição da feira promovida pela escola, e a organização coube às turmas da 3ª série do Curso Técnico de Informática para Internet.
A atividade nasceu dentro da disciplina de Projetos Empreendedores, ministrada pela professora e coordenadora do curso, Ana Carolina Spadeto, em parceria com a coordenadora de inovação, Jéssica Spadeto. Em vez de sala e ginásio, a feira aconteceu em uma plataforma on-line criada especialmente para o evento.
A palestra de abertura foi transmitida do auditório da Câmara Municipal
Quem abriu a programação foi Natalia Pitanga Xavier, referência na área de Tecnologia da Informação. A palestra saiu do auditório da Câmara Municipal de Marechal Floriano e chegou aos estudantes pela transmissão.
Ela falou sobre três pontos que costumam ficar de fora da sala de aula: como se constrói uma carreira em TI, quais são os desafios do setor e por quais portas se entra no mercado.
O que os estudantes colocaram no ar
Durante a feira, as turmas apresentaram startups e projetos digitais desenvolvidos ao longo do curso, todos expostos na plataforma montada para a ocasião. Startup é o nome dado a um negócio em fase inicial, construído em torno de uma ideia que ainda precisa ser testada diante de quem usaria o produto — e é justamente esse teste que uma feira escolar oferece.
O formato digital mudou quem conseguiu assistir. Familiares, parceiros e moradores da comunidade acessaram os trabalhos e interagiram com eles sem precisar ir até a escola no dia e na hora do evento. Numa feira presencial, o público é quem cabe no espaço; na versão on-line, é quem tem link.
O balanço, segundo a escola
De acordo com a equipe escolar, a feira contribuiu para consolidar aprendizagens, incentivar a criatividade e valorizar o protagonismo dos estudantes. A avaliação é da própria escola, e não de medição externa.
Fiquei muito feliz com o engajamento dos alunos na feira digital. O projeto serviu para consolidar a aprendizagem e para os estudantes sentirem-se protagonistas do próprio conhecimento. Foi gratificante ver como as tecnologias digitais e as metodologias ativas foram eficazes para o desenvolvimento dos projetos empreendedores, alinhados com os objetivos do Programa Escola do Futuro.
A declaração é da professora e coordenadora do curso, Ana Carolina Spadeto.
Construir nosso projeto dentro do curso técnico me fez entender o valor do empreendedorismo digital. Apresentar o trabalho e trocar ideias com outros alunos e especialistas me deu mais confiança para seguir meus sonhos na área de tecnologia.
O relato é de uma estudante que apresentou projeto na feira.
O que o Programa Escola do Futuro pede das escolas
A feira integrou os objetivos do Programa Escola do Futuro, que busca fortalecer o uso de tecnologias digitais, metodologias ativas e aprendizagens contextualizadas. Os três termos aparecem com frequência em comunicados escolares e raramente vêm explicados.
- Tecnologias digitais deixam de ser assunto da aula de informática e passam a ser ferramenta de qualquer disciplina — a plataforma da feira é o exemplo dentro da própria escola.
- Metodologia ativa é o ensino em que o estudante produz alguma coisa — um projeto, uma apresentação, um protótipo — em vez de apenas assistir à exposição do conteúdo e devolvê-lo na prova.
- Aprendizagem contextualizada é o conteúdo amarrado a uma situação concreta: em vez de estudar empreendedorismo em capítulo isolado, o estudante monta um projeto e enfrenta as decisões que ele exige.
Como funciona o curso técnico feito junto com o ensino médio
O Curso Técnico de Informática para Internet acompanha as três séries do ensino médio: o estudante cursa as disciplinas da etapa comum e, na mesma matrícula, as da formação técnica. Ao concluir, sai com o ensino médio e com uma qualificação profissional na mão.
Disciplinas como Projetos Empreendedores fecham esse percurso pedindo entrega, não prova: o grupo precisa transformar o que aprendeu em algo que outra pessoa consiga ver, usar e questionar. A feira é o momento em que isso sai do caderno.
Outro trabalho de sala de aula da mesma escola já ganhou público quando estudantes modelaram máscaras africanas em biscuit em um projeto sobre arte e ancestralidade.
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