Primeiramente, imagine uma mobilização tão gigantesca que percorreu mais de 92 mil quilômetros até alcançar o coração da floresta amazônica. De fato, essa é a dimensão da Operação Atlas, considerada o maior exercício militar conjunto realizado pelas Forças Armadas brasileiras em 2025.
Nesse sentido, o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, viajou até Boa Vista, em Roraima, nesta sexta-feira (3), para acompanhar pessoalmente a fase final do treinamento. Consequentemente, a presença ministerial reforçou a relevância estratégica dessa região fronteiriça para a soberania nacional.
O maior navio militar latino-americano em ação
Na chamada Frente Leste, a partir de Belém, a Marinha posicionou o Navio Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, ou seja, a maior embarcação de guerra da América Latina. Além disso, aeronaves P-95 Bandeirulha da Força Aérea patrulharam a Foz do Amazonas, enquanto o navio “Almirante Saboia” transportava tropas e helicópteros.
Blindados e caças simulam cenário de combate real
Em Roraima, por outro lado, cerca de 500 veículos blindados — incluindo modelos Leopard, Guarani e o sistema de artilharia Astros — operaram em terreno amazônico. Dessa forma, caças A-1M, Super Tucano e helicópteros Black Hawk completaram o arsenal aéreo mobilizado para o exercício.
Forças especiais testam infiltração na selva
Na Base Aérea de Boa Vista, certamente o momento mais impressionante foi o Apronto Dinâmico. Assim sendo, forças especiais realizaram infiltrações, assaltos aeromóveis e disparos com mísseis e artilharia pesada, demonstrando capacidade de resposta rápida.
Proteção indígena e acolhimento de refugiados
O General Tomás Paiva, comandante do Exército, destacou que a região já abriga operações simultâneas. Por exemplo, a Operação Catrimani II combate mineração ilegal em terras Yanomami, enquanto a Operação Acolhida atende refugiados venezuelanos desde 2017. Portanto, a interoperabilidade entre as forças torna-se indispensável.
Finalmente, com aproximadamente cem organizações militares envolvidas, a Operação Atlas consolidou-se como exercício essencial para a defesa da Amazônia. Sem dúvida, o Brasil demonstrou ao mundo sua capacidade de proteger a maior floresta tropical do planeta com agilidade e coordenação.
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