Primeiramente, a sessão plenária desta quarta-feira na Câmara dos Deputados trouxe uma reviravolta inesperada para o governo federal. A oposição conseguiu articular maioria e retirou de pauta a medida provisória que pretendia unificar a alíquota sobre aplicações financeiras em 18% a partir de 2026. De fato, foram 251 votos favoráveis à retirada contra 193 contrários.
Consequentemente, como o prazo de vigência expirava à meia-noite, a proposta perdeu validade sem possibilidade de nova análise. Ou seja, mesmo que a Câmara tivesse aprovado o texto, o Senado também precisaria votá-lo no mesmo dia.
Rombo bilionário pressiona o Orçamento federal
A MP havia sido apresentada em junho para compensar a revogação do decreto que elevava o IOF. Nesse sentido, a expectativa inicial de arrecadação girava em torno de R$ 21 bilhões para 2026. Além disso, o relator Carlos Zarattini já havia reduzido essa projeção para aproximadamente R$ 17 bilhões após negociações na comissão mista.
Sem esses recursos, portanto, o governo precisará bloquear despesas em 2025, incluindo emendas parlamentares. Para o próximo ano, será necessário encontrar cerca de R$ 35 bilhões por meio de cortes orçamentários ou novas fontes de receita.
Oposição celebra enquanto governo critica manobra
Em contraste com a frustração governista, deputados oposicionistas comemoraram efusivamente no plenário. O autor do requerimento de retirada classificou o resultado como vitória rara da minoria. Por outro lado, a base aliada acusou a oposição de antecipar disputas eleitorais de 2026.
Dessa forma, o relator denunciou interferência do governador paulista Tarcísio de Freitas na articulação contra a proposta. Certamente, essa acusação adicionou tensão política ao episódio.
Tributação sobre investimentos permanece inalterada
Assim sendo, as alíquotas vigentes continuam valendo integralmente. Ações mantêm tributação de 15%, operações de day trade seguem em 20%, e fundos de renda fixa permanecem entre 15% e 22,5% conforme o prazo. Finalmente, títulos imobiliários e do agronegócio continuam totalmente isentos, preservando o cenário atual para investidores brasileiros.
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