O CEEFMTI Afonso Cláudio desenvolveu em outubro duas ações pedagógicas nas aulas de Língua Portuguesa: um encontro entre estudantes e um grupo de idosas e um projeto sobre enfrentamento ao feminicídio. As duas foram coordenadas pela professora Meriely Rodrigues Pimenta.
O encontro intergeracional
Em 7 de outubro, a escola recebeu o grupo de idosas “Vovôlei” para uma atividade interdisciplinar baseada no tema do envelhecimento, do respeito e da valorização da pessoa idosa.
As convidadas compartilharam experiências de vida e memórias do próprio tempo de escola, e participaram de uma tertúlia literária com textos de Rubem Braga, Rubem Alves e Carlos Drummond de Andrade. Depois do diálogo, alunos e convidadas jogaram uma partida amistosa de vôlei.
Tertúlia literária é a roda em que o texto é lido em voz alta e cada participante comenta a partir da própria vida. O formato foi escolhido justamente por não exigir repertório prévio: a idosa que não terminou a escola e o estudante de 3ª série entram na conversa em pé de igualdade.
“Aprendemos que envelhecer é continuar vivendo com alegria e ensinando com sabedoria.”
O relato é de Ismack Junior Herbst, da 3ª série do Ensino Médio.
Linguagem contra o feminicídio
Em 29 de outubro, a escola realizou a culminância do projeto “Gêneros em Ação: a linguagem no enfrentamento ao feminicídio”. A proposta foi tratar a produção de texto como ferramenta de conscientização: os estudantes escreveram editoriais, artigos de opinião, poesias, músicas e charges sobre o tema.
Trabalhar gêneros textuais a partir de um assunto real muda o que se aprende. Um editorial exige posicionamento e argumento; uma charge exige síntese e ironia; uma poesia exige outra coisa ainda. O tema é o mesmo, e a forma de dizer é o conteúdo da aula.
“Ver o documentário e conversar com a produtora foi muito marcante. A violência contra a mulher é uma realidade que precisamos discutir com seriedade, e essa vivência nos fez pensar sobre empatia e respeito.”
A avaliação é de Karina Majeski Mendonça, da 3ª série de Mídias Digitais.
O que a professora observou
Para Meriely Rodrigues Pimenta, que coordenou as duas ações, os projetos reforçaram o papel da escola como espaço de diálogo e formação integral, mostrando que a aprendizagem vai além da sala de aula. Ao discutir envelhecimento e feminicídio, segundo ela, os estudantes aprendem a respeitar o outro, a refletir sobre as próprias atitudes e a usar a linguagem como ferramenta de empatia e de mudança social.
Onde buscar ajuda
Denúncia de violência contra a mulher pode ser feita pelo 180, a central de atendimento à mulher, que funciona 24 horas e não identifica quem liga. Em situação de risco imediato, o canal é o 190.
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