Advogado levava ordens de morte a preso: o caso chocante da Serra

De fato, um esquema criminoso sofisticado foi desmantelado pela Polícia Civil do Espírito Santo após meses de investigação minuciosa. Primeiramente, o que parecia ser um ataque isolado revelou uma rede de comando operada de dentro do sistema prisional, com a participação inesperada de um advogado.

O caso envolve um triplo homicídio e cinco tentativas ocorridos em julho, no bairro Novo Horizonte, na Serra. Consequentemente, oito suspeitos foram identificados e tornaram-se réus na Justiça capixaba.

Preso desde 2017 comandava o tráfico à distância

Segundo o delegado Rodrigo Sandi Mori, o mandante do ataque é conhecido como “2B”, detido há anos por tráfico de drogas. Além disso, mesmo encarcerado, ele controlava operações no Morro da Garrafa, território vinculado ao TCP. A motivação foi uma disputa territorial, ou seja, um verdadeiro golpe interno no comando do tráfico local.

Seis executores e 54 disparos em via movimentada

Nesse sentido, a ordem chegou ao líder operacional “Barata”, que organizou toda a logística. Em 11 de julho, dois veículos partiram do Morro da Garrafa transportando armas e seis executores. Dessa forma, foram efetuados 54 tiros diante de uma distribuidora de bebidas, vitimando fatalmente Marcelo Henrique, Tiago Azevedo e Marcos Vinícius.

Por outro lado, três vítimas inocentes também foram atingidas, incluindo um casal que chegava para lanchar e um motoboy. Policiais militares igualmente sofreram tentativa de homicídio durante a perseguição aos fugitivos.

Cartas revelaram papel crucial do advogado preso

Certamente, a descoberta mais impactante veio da análise de um celular apreendido. O advogado visitou o mandante 35 vezes entre fevereiro e setembro, sem dúvida extrapolando suas prerrogativas profissionais. Ele transportava cartas com ordens de homicídio, auditoria financeira do tráfico e gerenciamento de armamento.

Assim sendo, sua prisão temporária foi cumprida em novembro. Na operação, acompanhada pela OAB, apreenderam-se uma pistola calibre .380, 75 munições, R$ 14 mil e diversos recados do sistema prisional.

Nove indiciados respondem por crimes gravíssimos

Finalmente, cinco dos oito executores já estão presos, enquanto três permanecem foragidos. Todos respondem por homicídio qualificado, tentativas contra civis e policiais, receptação e organização criminosa perante a 3ª Vara Criminal do Júri da Serra. O advogado foi indiciado por participação em organização criminosa com agravante de emprego de arma de fogo.

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