Primeiramente, imagine um setor que praticamente dobrará de tamanho em apenas dez anos. A indústria global de alimentação animal caminha exatamente nessa direção, impulsionada por tutores cada vez mais exigentes e dispostos a investir na saúde dos seus companheiros de quatro patas.
De fato, projeções da Allied Market Research indicam que esse mercado saltará de US$ 128,7 bilhões em 2024 para impressionantes US$ 226,5 bilhões até 2034. Ou seja, uma taxa de crescimento anual composta de 6,1%, sustentada por transformações profundas no comportamento de consumo.
Pets viram família e mudam hábitos de compra
Certamente, o principal motor dessa expansão é a humanização dos animais de estimação. Pesquisas revelam que 95% dos tutores consideram seus pets membros da família. Consequentemente, a demanda por alimentos orgânicos, formulações terapêuticas e dietas personalizadas por raça, idade ou condição clínica disparou nos últimos anos.
Nesse sentido, a ração seca permanece líder absoluta, favorecida pela praticidade e benefícios dentários. Por outro lado, cresce significativamente a procura por opções com maior umidade, alta densidade nutricional e menor teor calórico.
Vendas digitais dominam o cenário americano
Além disso, o comércio eletrônico revolucionou a distribuição do setor. Plataformas como Chewy e Amazon concentram mais de 80% das vendas digitais de pet food nos Estados Unidos. Dessa forma, estratégias diretas ao consumidor e embalagens sustentáveis tornaram-se diferenciais competitivos essenciais.
Desafios sérios ameaçam a confiança do setor
Em contraste com o otimismo, obstáculos preocupam especialistas. A obesidade animal já atinge mais da metade dos pets americanos. Assim sendo, recalls por contaminação, como o episódio de influenza aviária em 2025, reforçam a necessidade urgente de rastreabilidade total e auditorias independentes.
América do Norte lidera, mas Brasil se destaca
Regionalmente, a América do Norte domina o mercado, com 65% dos lares possuindo ao menos um animal. A Europa expande-se em nutrição terapêutica, especialmente na Espanha e Holanda. No Brasil, portanto, o segmento premium consolida-se como protagonista do crescimento nacional.
Finalmente, sem dúvida estamos diante de uma revolução silenciosa na forma como alimentamos nossos animais. A pergunta que fica é: até onde os tutores irão para garantir o melhor prato aos seus companheiros?
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