Crise no crédito rural gaúcho exige ação urgente agora

Primeiramente, o cenário enfrentado pelos agricultores do Rio Grande do Sul alcançou um ponto crítico. De fato, o endividamento provocado por desastres climáticos consecutivos revelou falhas graves nos mecanismos de financiamento agrícola, conforme debate realizado nesta quarta-feira (19) no Senado Federal.

A audiência pública, conduzida pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), reuniu representantes do Banco Central, do Ministério da Agricultura e de entidades do setor produtivo. Consequentemente, o encontro expôs um abismo entre as necessidades reais do campo e as respostas oferecidas pelo poder público.

Burocracia trava socorro aos agricultores gaúchos

Nesse sentido, Mourão denunciou a lentidão institucional diante da calamidade. Segundo ele, entraves burocráticos e ações fragmentadas agravam a exaustão financeira dos produtores. Além disso, o presidente da Aper, Arlei Romeiro, relatou que cooperativas de crédito cometeram irregularidades, resultando na destruição de mais de 30 famílias rurais.

Banco Central contesta denúncias sobre irregularidades

Por outro lado, o representante do BC, Cláudio Filgueiras, garantiu que instituições financeiras estão proibidas de reter terras ou produção. Ou seja, qualquer bem retomado deve ser leiloado imediatamente. Dessa forma, o estado gaúcho concentra quase 98% do endividamento previsto na MP 1.314/2025, que liberou até R$ 12 bilhões em linhas de crédito rural.

Governo reconhece que medidas atuais são insuficientes

Certamente, a posição mais contundente veio do assessor da Secretaria da Agricultura gaúcha, que classificou as ações federais como insuficientes. Assim sendo, defendeu a aprovação do PL 320/2025, propondo a securitização de dívidas rurais como solução definitiva para produtores atingidos por eventos climáticos extremos.

Selic a 15% inviabiliza pagamentos no campo

Finalmente, Raphael Barra, da Abdagro, classificou o endividamento rural como endêmico e nacional. Sem dúvida, com a taxa Selic em 15% e contratos superando 25% de juros, a atividade agrícola lícita tornou-se incapaz de honrar compromissos financeiros. Portanto, o setor produtivo exige respostas estruturais imediatas para evitar um colapso generalizado no campo brasileiro.

Fonte: Agência Senado

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