Chips proibidos, IA sem fronteiras: o êxodo secreto da tech chinesa

Primeiramente, imagine um cenário em que as maiores empresas de tecnologia da China precisam cruzar fronteiras apenas para manter seus projetos de inteligência artificial funcionando. De fato, é exatamente isso que está acontecendo agora mesmo no Sudeste Asiático.

Gigantes como Alibaba e ByteDance transferiram o treinamento de seus modelos mais sofisticados para data centers em Singapura e Malásia. O motivo, em outras palavras, é simples: acessar os processadores da Nvidia que Washington proibiu de entrar na China.

Sanções americanas aceleraram a debandada digital

Desde abril de 2025, quando o governo Trump vetou a exportação dos chips H20 para território chinês, consequentemente a busca por infraestrutura computacional no exterior disparou. Além disso, Pequim também contribuiu para o êxodo ao exigir que centros de dados estatais utilizem exclusivamente semicondutores nacionais.

Em novembro, reguladores chineses foram ainda mais rígidos. Dessa forma, proibiram a ByteDance de instalar GPUs Nvidia em novas instalações domésticas. Por outro lado, os modelos chineses seguem avançando: o Doubao já soma 157 milhões de usuários mensais, enquanto o Qwen permanece entre os mais robustos do mercado corporativo.

Por que Malásia e Singapura viraram refúgio da IA

Nesse sentido, a região oferece estabilidade regulatória, conectividade ultrarrápida e custos operacionais reduzidos. A cidade de Johor, por exemplo, viu dezenas de projetos de hiperescala serem aprovados recentemente, tornando-se polo estratégico para empresas pressionadas pela geopolítica.

Concessões existem, mas o essencial segue vetado

Certamente, houve flexibilizações em agosto de 2025, permitindo vendas limitadas do chip H20 mediante taxação. Assim sendo, os processadores de máxima performance, como o Blackwell B200, continuam completamente barrados por questões de segurança nacional americana.

A exceção notável é a DeepSeek, que estocou chips antes das sanções e atualmente desenvolve semicondutores próprios junto à Huawei, sem dúvida apostando na autossuficiência tecnológica.

Inteligência artificial agora é tabuleiro geopolítico

Finalmente, o movimento dessas corporações revela uma verdade inescapável: a corrida pela inteligência artificial deixou de ser puramente tecnológica. Portanto, vencer nesse jogo exige não apenas dados e engenheiros brilhantes, mas sobretudo capacidade de navegar um mundo onde computação de ponta se tornou moeda de poder global.

Compartilhe essa publicação, clicando nos botões abaixo:

Sobre Redação

Portal Direto Noticias - Imparcial, Transparente e Direto | https://diretonoticias.com.br | Notícias de Guarapari, ES e Brasil. Ative as notificações ao entrar e torne-se um seguidor. Caso prefira receber notícias por email, inscreva-se em nossa Newsletter, ou em nossas redes:

Veja Também

In2Clouds: A Empresa que Colocou o Customer Experience da América Latina na Nuvem

In2Clouds: A Empresa que Colocou o Customer Experience da América Latina na Nuvem

A transformação digital dos centros de contato na América Latina está sendo conduzida por uma empresa …