A EEEFM José Damasceno Filho, escola estadual de Baixo Guandu, reuniu estudantes do Ensino Médio no dia 17 de novembro para uma palestra formativa sobre projeto de vida e valorização do estudo. A conversa foi conduzida por Thais Schmidt Ferreira, descrita na divulgação oficial da atividade como profissional de trajetória marcada por superação, formação acadêmica e ascensão profissional.
A sigla no nome da unidade indica o que ela oferece: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio. A ação foi organizada pelo professor Bruno Henrique Castro de Sousa, apontado como responsável pela iniciativa.
O que a escola tratou sob o nome de projeto de vida
No Ensino Médio, projeto de vida é o nome de um componente curricular — o espaço em que a escola trabalha com o estudante os planos para depois da sala de aula. O texto oficial que divulgou a palestra, porém, não define o termo e não informa se a atividade entrou como aula desse componente ou como ação à parte da grade. O que ele descreve é o conteúdo da conversa:
- os desafios de um percurso profissional;
- a autogestão da carreira — a ideia de que cabe ao próprio estudante conduzir suas escolhas de formação e de trabalho;
- o estudo como instrumento de emancipação e de transformação social;
- o enfrentamento consciente das desigualdades estruturais que pesam sobre o acesso ao mercado de trabalho.
A palestrante partiu de episódios reais da própria trajetória. A partir deles, segundo a divulgação, a conversa passou por disciplina, foco, responsabilidade e coragem para encarar obstáculos sem abrir mão dos valores pessoais.
A avaliação do professor responsável
“Escutar alguém que transformou desafios em força inspira nossos estudantes a acreditarem em seu próprio potencial. A palestra nos lembrou que estudar é abrir portas, é ampliar horizontes e é escrever, com coragem, a própria história. Foi um momento necessário, sensível e profundamente formativo.”
A avaliação é do professor Bruno Henrique Castro de Sousa, responsável pela ação, para quem a presença da palestrante representou um momento formativo para a comunidade escolar.
Como os estudantes reagiram, segundo o material oficial
A divulgação reproduz a fala de uma estudante que assistiu à palestra:
“Hoje eu senti que tudo o que vivo na escola realmente faz diferença. A história dela parece com a da minha família. Agora eu entendi que estudar é o caminho mais seguro que eu tenho”
O texto oficial afirma que a proximidade entre a história da palestrante e a realidade vivida pelos estudantes favoreceu identificação, engajamento e reflexão crítica sobre os próprios projetos de vida. Afirma também que a atividade ampliou o repertório dos estudantes sobre trajetórias profissionais possíveis e estimulou o pensamento crítico sobre desigualdades sociais. São avaliações da própria escola sobre a ação que ela promoveu, não resultados medidos.
O que a divulgação não informa
Quem procura detalhes práticos não os encontra no material divulgado. Não há informação sobre quantos estudantes participaram, quanto tempo durou a palestra, em que turno ela ocorreu nem se a escola pretende repetir a atividade em outras turmas ou nos próximos anos letivos. A formação e a área de atuação da palestrante também não são detalhadas além da referência genérica à trajetória profissional. Onde o material oficial não informa, este texto não completa.
Vivências fora da sala de aula em Baixo Guandu
Atividades que tiram o estudante da rotina da sala de aula já apareceram antes em escolas do município, em episódios independentes deste e sem relação informada entre si. Em julho de 2025, por exemplo, turmas de Baixo Guandu acompanharam de perto o funcionamento da Câmara Municipal — outro exemplo de atividade realizada fora do ambiente da sala de aula, em contexto distinto do desta palestra.
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