A Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) fechou a 18ª edição do Prêmio Sedu: Boas Práticas na Educação na quinta-feira (04), em cerimônia que reuniu cerca de 500 pessoas na APCEF, na Serra. Foram celebrados os 22 projetos classificados nas duas categorias da premiação, vindos de diferentes regiões capixabas, e a Sedu divulgou na ocasião a lista completa dos vencedores.
A cerimônia é a etapa final desta edição: não se trata de resultado parcial nem de anúncio de nova inscrição. O que aconteceu na Serra foi a entrega — o momento em que os projetos já selecionados receberam certificado e troféu diante de colegas, dirigentes escolares e representantes regionais.
O que os premiados levaram para casa
A entrega foi de certificados e troféus. O gerente de Gestão Escolar, Ronald da Silva Alves, descreveu a noite ao encerrar os pronunciamentos:
Os finalistas receberam certificados e troféus, celebrados por colegas, dirigentes escolares e representantes regionais. A cada anúncio, o público reagia com entusiasmo, refletindo o orgulho coletivo pelo trabalho desenvolvido nas unidades de ensino.
A descrição é de Ronald da Silva Alves, gerente de Gestão Escolar.
As duas categorias e por que a divisão importa
Os 22 projetos classificados se distribuem em Boas Práticas da Gestão Escolar e Boas Práticas para a Sala de Aula. A separação não é formalidade: os próprios nomes indicam origens distintas de trabalho dentro da mesma escola.
- Gestão Escolar reúne o que nasce da condução da unidade de ensino — a organização do trabalho da equipe, a rotina administrativa e pedagógica que sustenta o funcionamento da escola.
- Sala de Aula reúne o que nasce do trabalho direto com a turma — a prática pedagógica aplicada no cotidiano do ensino.
Essa é a razão pela qual a premiação separa as inscrições: uma prática de direção e uma prática de ensino não competem entre si nem se avaliam pelo mesmo ângulo. A lista completa com os nomes dos vencedores foi divulgada pela Sedu organizada exatamente nessas duas categorias.
O caminho até a cerimônia de dezembro
Quem acompanha o prêmio sabe que a noite na Serra é o último degrau de um percurso de vários meses. A edição passou antes por um resultado preliminar e por uma etapa regional, e foi dessa etapa que saíram os 22 projetos finalistas classificados na fase regional desta edição — os mesmos que subiram ao palco em dezembro.
Entender essa sequência ajuda a interpretar o que foi anunciado: a cerimônia não escolheu ninguém novo. Ela deu forma pública ao resultado que já havia sido consolidado nas fases anteriores.
Uma premiação criada em 2007 — e feita para copiar
O prêmio existe desde 2007 e se tornou uma das principais iniciativas de valorização profissional da Rede Pública Estadual. A lógica declarada não é apenas distinguir quem fez bem: é divulgar práticas pedagógicas e de gestão para que outras escolas possam usá-las.
Esse é o detalhe que costuma passar despercebido. As iniciativas finalistas apresentam soluções que podem ser replicadas em outras unidades de ensino — ou seja, o valor do prêmio não termina na escola vencedora. Uma prática premiada de organização da rotina escolar ou de trabalho com a turma nasce documentada e descrita justamente para que uma equipe de outra região possa adaptá-la sem começar do zero.
O que a rede diz sobre as práticas selecionadas
A subsecretária de Articulação Educacional, Darcila Aparecida da Silva Castro, avaliou que as práticas finalistas mostram como ações pequenas, quando bem estruturadas, mudam a trajetória dos estudantes e qualificam de forma contínua os processos de ensino e de gestão. Sobre essas práticas, ela afirmou:
Elas evidenciam o compromisso das equipes escolares e das Superintendências em construir uma escola mais criativa, participativa e acolhedora.
A avaliação é da subsecretária de Articulação Educacional, Darcila Aparecida da Silva Castro.
Na abertura da cerimônia, o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, havia lembrado que o prêmio nasceu com o propósito de reconhecer e difundir ações desenvolvidas no dia a dia das escolas e que, ao longo das 18 edições, incentivou a inovação e fortaleceu a cultura de boas práticas na rede.
Para quem trabalha na rede estadual
Duas informações práticas se destacam do que foi anunciado. A primeira: os 22 projetos representam diferentes regiões do Espírito Santo, o que significa que a seleção não se concentrou em um único polo do estado. A segunda: a lista completa dos vencedores saiu por categoria, e é nela que professores e gestores encontram o nome de cada prática premiada e a escola de origem — o ponto de partida para quem quiser reproduzir a experiência na própria unidade.
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