As inscrições para o Sisu 2026 estão abertas desde esta segunda-feira (19) e se encerram no dia 23 de janeiro. A participação é gratuita e feita exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, e a disputa é por 274,8 mil vagas em instituições públicas de Ensino Superior em todo o País. A Secretaria da Educação (Sedu) informou as datas aos estudantes capixabas, com atenção aos egressos da Rede Estadual, que concorrem com a nota que já tiraram no Enem.
O prazo é curto: são cinco dias de inscrição, e o sistema mantém o modelo de edição única anual. Ou seja, não há uma segunda seleção no meio do ano — a mesma inscrição vale tanto para cursos que começam no primeiro semestre letivo de 2026 quanto para os que começam no segundo.
O Sisu não cobra taxa nem aplica prova
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é a principal forma de ingresso em universidades e institutos públicos e é organizado pelo Ministério da Educação (MEC). Ele usa exclusivamente as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de seleção: não há vestibular próprio, entrevista ou etapa adicional depois da inscrição.
Na prática, o candidato não faz nova prova — ele indica onde quer usar a nota que já tem. A classificação é feita dentro de cada curso e de cada modalidade de concorrência, comparando o desempenho de quem se inscreveu com o número de vagas que aquela instituição ofereceu.
Quem pode se inscrever e quem fica de fora
Podem participar os estudantes que fizeram ao menos uma das três últimas edições do Enem — as provas de 2023, 2024 ou 2025. Quem prestou mais de uma não precisa escolher: o sistema considera automaticamente a melhor média ponderada entre as edições realizadas, o que amplia as possibilidades de ingresso no Ensino Superior público.
Dois grupos ficam impedidos de concorrer:
- Quem tirou nota zero na redação em todas as edições que fez. A redação zerada invalida o uso daquela nota na seleção.
- Quem fez a prova como treineiro. Treineiro é o estudante que ainda não concluiu o ensino médio e presta o Enem apenas para medir o próprio desempenho — a nota obtida nessa condição serve de termômetro, mas não vale para disputar vaga.
Duas opções de curso e a ordem de preferência
A inscrição é feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, e nela o candidato pode escolher até duas opções de curso, indicando a ordem de preferência e a modalidade de concorrência: ampla concorrência ou reserva de vagas, conforme as regras atualizadas da Lei de Cotas.
A ordem não é detalhe de formulário. O candidato é classificado nas duas opções, mas a convocação sai para a primeira em que ele ficar dentro do número de vagas — a partir daí, a outra escolha deixa de valer. Por isso a primeira opção deve ser o curso realmente desejado, e não o mais fácil.
A modalidade também pesa. Na reserva de vagas, a concorrência acontece dentro de um grupo menor, com base nos critérios previstos na Lei de Cotas, como ter cursado o ensino médio em escola pública. Quem se inscreve por essa modalidade precisa comprovar a condição declarada no momento da matrícula: sem os documentos, a vaga não se confirma.
O termo de adesão muda o peso da sua nota
Antes de fechar a inscrição, vale abrir o termo de adesão das instituições de interesse. É nesse documento que cada instituição define quanto vale cada área da prova no curso pretendido — os pesos atribuídos às notas do Enem podem variar de acordo com o curso escolhido. O mesmo desempenho, portanto, rende classificações diferentes em cursos diferentes.
“Essa análise é fundamental para uma escolha mais estratégica e alinhada ao projeto de vida de cada estudante”
A orientação é do secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo.
Resultado em 29 de janeiro e matrícula a partir de 02 de fevereiro
O calendário desta edição é apertado e vale anotar dia a dia:
- Inscrições: da segunda-feira (19) até o dia 23 de janeiro.
- Resultado da chamada regular: previsto para 29 de janeiro.
- Manifestação de interesse na lista de espera: de 29 de janeiro a 02 de fevereiro.
- Matrículas: a partir de 02 de fevereiro.
Repare que o resultado e a abertura da lista de espera caem no mesmo dia, e que a janela para manifestar interesse dura menos de uma semana. Quem só voltar a acompanhar o sistema depois da matrícula perde as duas coisas.
O que é a lista de espera — e por que ela não é automática
A lista de espera é a fila de convocações que corre depois da chamada regular, à medida que vagas sobram: candidatos aprovados que não se matriculam ou que desistem liberam lugares, e o sistema chama quem está classificado logo abaixo.
O ponto que costuma custar vaga é este: não basta ter se inscrito. Quem não for selecionado na primeira chamada precisa manifestar interesse dentro do prazo, entre 29 de janeiro e 02 de fevereiro. Sem essa confirmação no sistema, o nome não entra na fila, por melhor que seja a nota. As convocações seguintes são divulgadas pelas próprias instituições, que também definem os prazos e os documentos da matrícula.
Para quem mira o ensino superior privado com bolsa, há uma segunda frente no mesmo mês: as inscrições do Prouni 2026 vão de 26 a 29 de janeiro, também com a nota do Enem, e não impedem quem já se inscreveu no Sisu de tentar os dois caminhos.
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