Primeiramente, o Senado Federal reúne 19 propostas de emenda à Constituição prontas para análise em Plenário. De fato, entre os temas mais aguardados estão o fim da escala 6×1, mandatos de cinco anos e maior presença feminina no Congresso.
Certamente, essas PECs podem transformar profundamente as relações de trabalho e o sistema político brasileiro. Dessa forma, milhões de cidadãos serão diretamente impactados caso os textos avancem.
Jornada Reduzida e Fim da Escala 6×1
A PEC 48/2015, já aprovada na CCJ, propõe redução progressiva da carga horária semanal até 36 horas. Além disso, garante dois dias consecutivos de folga remunerada, preferencialmente aos fins de semana. Nesse sentido, a transição ocorreria em quatro anos, sem qualquer corte salarial.
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor da proposta, argumenta que a medida diminui a dependência de horas extras. Consequentemente, o setor produtivo também seria beneficiado com melhor distribuição do trabalho.
Mandato Único de Cinco Anos Sem Reeleição
Por outro lado, a PEC 12/2022 elimina a reeleição para cargos executivos e amplia todos os mandatos para cinco anos. Em outras palavras, presidentes, governadores, prefeitos e parlamentares exerceriam mandatos unificados. Assim sendo, eleições simultâneas aconteceriam a partir de 2034.
O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) defende que ocupantes do poder possuem vantagem desproporcional sobre adversários. Portanto, o fim da reeleição equilibraria as disputas e renovaria lideranças políticas.
Mulheres nas Mesas Diretoras do Congresso
A PEC 38/2015 assegura representação proporcional feminina nas Mesas e comissões legislativas. Isto é, a composição desses órgãos refletiria o percentual de parlamentares mulheres em cada Casa. Sem dúvida, trata-se de avanço histórico na equidade política.
Outras Propostas Aguardam Votação
Finalmente, o pacote inclui PECs sobre tráfico de pessoas como crime imprescritível, transporte gratuito em dias de eleição e segurança alimentar como direito fundamental. Por exemplo, a PEC 54/2023 busca impedir que crimes de tráfico humano prescrevam, protegendo especialmente crianças e adolescentes.
Em contraste com a agenda econômica habitual, essas propostas tocam direitos sociais essenciais. A decisão sobre a pauta cabe ao presidente Davi Alcolumbre, ouvidos os líderes partidários.
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