De garagem a império de R$ 70 milhões: a queda

Primeiramente, uma operação de grande porte revelou como um casal transformou uma simples garagem residencial em centro de comando para movimentar dezenas de milhões de reais ilícitos. De fato, a Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo, desmantelou um esquema criminoso que operava há pelo menos seis anos.

A ação mobilizou cerca de 50 agentes e resultou no cumprimento de dois mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em sete municípios capixabas e mineiros. Consequentemente, o cerco fechou sobre uma organização acusada de lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica.

Ostentação sem renda despertou suspeitas policiais

Nesse sentido, o inquérito surgiu após investigadores identificarem patrimônio incompatível com a renda declarada pelo casal. Ou seja, imóveis de alto padrão, veículos e bens luxuosos não condiziam com qualquer atividade profissional lícita conhecida. Dessa forma, o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro iniciou análises detalhadas.

Agiotagem e empresas fantasma sustentavam esquema

Além disso, registros contábeis apreendidos confirmaram prática sistemática de agiotagem, com aproximadamente R$ 8 milhões de origem ilícita sem recolhimento tributário. Por outro lado, o investigado principal exigia imóveis como garantia dos empréstimos ilegais, apropriando-se dos bens quando devedores não pagavam.

Certamente, o volume impressiona: foram encontradas cerca de 1.500 notas promissórias, quatro veículos, três motocicletas e duas espingardas com munições. Assim sendo, a mulher administrava o patrimônio em seu nome, enquanto o homem utilizava identidades falsas para criar empresas de fachada.

Contas bloqueadas e bens avaliados em milhões

Portanto, a Justiça determinou bloqueio imediato das contas bancárias dos envolvidos. Entre os bens congelados estão propriedades em condomínios de alto padrão avaliadas em mais de R$ 3 milhões. Sem dúvida, as empresas criadas pelo suspeito jamais registraram sequer um funcionário.

Finalmente, o delegado-geral José Darcy Arruda destacou que equipes trabalham na localização dos valores restantes para repatriação ao Estado. Em outras palavras, a investigação segue ativa para recuperar os recursos desviados ao longo de seis anos de atividade criminosa.

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