Estudantes de Baixo Guandu fazem visita técnica ao Lacen/ES

Estudantes do Curso Técnico em Análises Clínicas do Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (CEEMTI) Baixo Guandu participaram, no início de outubro, de uma visita técnica ao Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (LACEN/ES). A atividade foi coordenada pelo professor Wilson Josué Ditbenner e levou o grupo para dentro da rotina de trabalho que, na escola, aparece como conteúdo de disciplina.

O objetivo declarado da atividade foi proporcionar uma vivência prática nas áreas de Hematologia, Imunologia, Microbiologia e outras disciplinas do curso, contribuindo para o aprendizado e a compreensão das rotinas laboratoriais e das normas de biossegurança — os cuidados que padronizam o manuseio de material dentro de um laboratório.

O tour aconteceu no setor de Biologia Molecular II

A visita se concentrou no setor de Biologia Molecular II. Ali, o grupo fez um tour pelo espaço e aprendeu a manusear algumas máquinas e para que elas servem, com orientação dos profissionais que trabalham no local. É a diferença entre ler o nome de um equipamento em uma apostila e ver esse equipamento no lugar onde ele é usado.

“A opinião da turma em geral sobre a visita técnica ao LACEN foi bastante positiva. Afinal, fomos todos muito bem acolhidos e orientados pelos profissionais do local”

O relato é de uma estudante que participou da atividade.

Por que a organização das amostras virou tema da visita

Outro assunto tratado com o grupo foi a importância do cuidado e da organização das amostras. O recado foi direto: qualquer erro nessa etapa pode ter consequências sérias para o resultado das análises e para a saúde das pessoas.

É também o ponto em que os dois objetivos citados para a visita se encontram. Entender a rotina laboratorial e entender as normas de biossegurança não são temas separados: a forma de identificar, guardar e movimentar cada amostra é parte do resultado que sai no fim, e não um detalhe administrativo antes da análise.

“Aprendemos bastante, tiramos várias dúvidas e conseguimos ver, na prática, o que aprendemos em sala, além disso, entendemos melhor como funciona o trabalho dos profissionais de lá. Sem contar que ampliou nossos conhecimentos, reforçando também o valor da responsabilidade, da precisão e do compromisso com a ciência e com a saúde pública”

A avaliação é da mesma estudante, sobre o que a turma levou do dia.

A leitura de quem coordenou a atividade

“A visita ao LACEN foi uma oportunidade única para os estudantes compreenderem a importância do trabalho técnico no diagnóstico e controle de doenças, fortalecendo a formação profissional e cidadã”

A avaliação é do professor Wilson Josué Ditbenner, que coordenou a visita técnica.

Curso técnico integrado: formação técnica junto com o ensino médio

O curso frequentado pelo grupo é o Curso Técnico em Análises Clínicas Integrado ao Ensino Médio em Tempo Integral. O nome é longo, mas descreve exatamente o formato: a formação técnica não vem depois de concluído o ensino médio, em um curso à parte e pago fora da escola. As duas coisas acontecem no mesmo percurso, na mesma unidade e em jornada de tempo integral.

A ida ao laboratório também não é a primeira da escola. Em outubro do ano anterior, outro grupo do curso técnico de Baixo Guandu já havia cumprido um roteiro parecido — outra turma, outro roteiro e outra data, não a atividade descrita aqui.

É isso que dá função a uma atividade como esta. A visita técnica não é evento extracurricular avulso: é a parte do curso que acontece fora da sala, no lugar onde o conteúdo estudado é trabalho de gente que faz aquilo todo dia — no caso, em um laboratório público de saúde do Espírito Santo.

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