Condenada a 42 anos por latrocínio é presa em Aracruz — Direto Notícias

Condenada a 42 anos por latrocínio é presa em Aracruz

A Polícia Civil prendeu em Aracruz, nesta quarta-feira (17), uma mulher de 38 anos condenada a 42 anos e nove meses de reclusão por participação em um latrocínio. Ela estava evadida do sistema prisional desde setembro.

O crime pelo qual foi condenada

A condenação se refere a um latrocínio ocorrido em Vila Velha em 2014, durante a aplicação do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. A informação é do titular da Delegacia de Polícia de Fundão, delegado Leandro Sperandio.

Latrocínio é roubo seguido de morte. Não é homicídio comum nem roubo agravado: a lei o trata como crime hediondo, com pena de 20 a 30 anos, e é justamente por isso que somas como a desta condenação aparecem — o total reflete o concurso com outros crimes apurados no mesmo processo.

Como funciona o golpe “Boa Noite, Cinderela”

O nome popular esconde um crime grave. A vítima é dopada — em geral com substância misturada à bebida — e roubada enquanto está inconsciente. O risco não está apenas no roubo: a dosagem é feita sem qualquer critério médico, e é dela que vem o desfecho fatal em casos como o de 2014.

Justamente por envolver substância que altera a consciência, a vítima costuma não lembrar do ocorrido, o que atrasa o registro da ocorrência e dificulta a perícia. Quem suspeita de ter passado por isso deve procurar atendimento médico imediato e registrar boletim de ocorrência, ainda que sem lembrança clara dos fatos.

Três unidades atuaram na captura

A prisão reuniu a 13ª Delegacia Regional de Aracruz, o Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat) Norte e a Delegacia de Polícia de Fundão. O Ciat é a estrutura que trabalha com dados telemáticos — o rastro digital que permite localizar alguém evadido meses depois.

Após os procedimentos de praxe, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O que significa estar evadida

Evasão é a saída do sistema prisional sem autorização, e inclui tanto a fuga quanto o não retorno de saída temporária. Quem está nessa condição responde por falta grave, o que interfere na progressão de regime e pode zerar contagem de tempo para benefícios já em curso.

Em um episódio anterior, sem qualquer relação com este e envolvendo outra pessoa, a Polícia Civil também prendeu um suspeito de latrocínio contra motorista de aplicativo em Viana.

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