Guarapari está entre os nove municípios onde a Setur-ES, por meio do Observatório do Turismo, começou a aplicar a pesquisa oficial de perfil do visitante e de avaliação dos destinos turísticos da temporada 2026. A coleta teve início na quarta-feira (31), durante o movimento de Réveillon, e ganha uma segunda etapa a partir de 8 de janeiro de 2026, quando o levantamento passa a ser feito em 17 cidades capixabas.
A pesquisa está em campo agora: não há resultado divulgado. O que existe até aqui é o desenho do levantamento — o que será perguntado, em quais cidades e em que período.
O que o levantamento pretende medir
São quatro blocos de informação, segundo a Setur-ES:
- Perfil socioeconômico de quem visita o Estado, e a origem desse visitante — de qual cidade ou estado ele saiu para chegar ao litoral capixaba;
- Hábitos de consumo durante a viagem;
- Gasto médio do turista, ou seja, quanto cada visitante deixa no destino;
- Nível de satisfação e a percepção imediata sobre o destino, colhida enquanto a viagem ainda acontece.
Coletar a percepção no calor da temporada, e não meses depois, é o que distingue esse tipo de pesquisa de uma avaliação feita por memória: o entrevistado responde sobre a praia, o preço e o atendimento do dia em que está sendo abordado.
Nove municípios na etapa de Réveillon
A primeira fase começou na quarta-feira (31) e alcança Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari, Marataízes, Itapemirim, Anchieta, Conceição da Barra e Domingos Martins. Os municípios estão distribuídos por quatro regiões turísticas: Metropolitana, Costa da Imigração, Verde e das Águas e Montanhas.
Nessa etapa, o recorte é o visitante que veio ao Espírito Santo motivado pelas festividades de fim de ano.
A partir de 8 de janeiro, 17 cidades
A segunda etapa, a de Verão, tem início na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, e amplia o alcance para 17 municípios. Além das cidades já pesquisadas no Réveillon — Guarapari entre elas —, entram Aracruz, Linhares, São Mateus, Piúma, Venda Nova do Imigrante, Santa Teresa, Dores do Rio Preto e Divino de São Lourenço.
A lista mistura litoral e montanha de propósito: quem vai à praia em janeiro e quem sobe a serra no mesmo mês são públicos com gasto, permanência e origem diferentes, e o levantamento passa a enxergar os dois.
Quem responde e como a resposta é colhida
A abordagem é presencial, feita por equipes de pesquisadores em campo nos municípios da lista, e o público-alvo é o visitante — não o morador. Na prática, é o turista que pode ser parado para responder ao questionário durante a estadia.
O material divulgado pela Setur-ES não informa quantas entrevistas serão feitas, quais os pontos de abordagem dentro de cada cidade nem por quantos dias as equipes ficam em campo em cada etapa.
Para que serve o dado depois de tabulado
O levantamento tem duas finalidades declaradas: avaliar as ações de promoção e captação turística desenvolvidas ao longo de 2025 — isto é, medir se a divulgação feita no ano anterior trouxe visitante — e subsidiar o planejamento estratégico do setor para o ciclo de 2026.
É o tipo de informação que costuma sustentar decisão de temporada em cidade de praia: saber de onde vem o visitante orienta onde a divulgação é feita; saber o gasto médio e o tempo de permanência ajuda a dimensionar hospedagem, transporte e a demanda por serviço público no pico do verão.
Quando o resultado sai
Os resultados consolidados serão disponibilizados no site do Observatório do Turismo, com consulta aberta à imprensa, a gestores públicos e à sociedade em geral. A data de publicação não foi informada, e o material também não detalha se os números saem separados por etapa — Réveillon e Verão — ou em um único relatório ao fim da temporada.
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