Intercâmbio estudantil do ES envia 200 alunos a quatro países

Um grupo de 200 alunos da rede estadual do Espírito Santo embarcou nesta sexta-feira (23) para estudar em quatro países — Inglaterra, Canadá, Estados Unidos e Argentina —, com passagem aérea, hospedagem, curso de idioma e ajuda de custo pagos pelo Governo do Estado. É o maior grupo já contemplado de uma só vez na história do Programa de Intercâmbio Estudantil.

O embarque foi acompanhado pelo governador Renato Casagrande e pelo secretário da Educação, Vitor de Angelo. Este é o segundo grupo da edição 2025 do programa, que selecionou 350 estudantes no total. As saídas são escalonadas: os selecionados não viajam todos no mesmo dia nem para o mesmo destino.

“Temos cerca de 200 mil alunos na Rede Estadual, sendo 100 mil no Ensino Médio. Hoje embarcam 350 estudantes e, neste ano, serão mais 500. Ainda é pouco diante do universo de alunos, mas cada intercambista se torna uma referência dentro da escola, incentivando outros jovens a buscarem o Centro de Idiomas e a aprenderem uma nova língua. O intercâmbio é um estímulo para que mais estudantes ampliem seus horizontes. Isso fortalece a educação capixaba como um todo. É política pública transformando vidas”

A avaliação é do governador Renato Casagrande, que acompanhou a recepção e o embarque ao lado do secretário da Educação.

Quem vai para onde: dez cidades em quatro países

Os intercambistas desta etapa foram distribuídos assim:

  • Inglaterra — 85 estudantes: Cambridge, Canterbury, Brighton, Worthing e Bournemouth;
  • Canadá — 60 estudantes: Toronto e Vancouver;
  • Estados Unidos — 40 estudantes: Saint Petersburg e San Diego;
  • Argentina — 15 estudantes: Buenos Aires.

No destino, os estudantes cumprem cursos intensivos do idioma e convivem com a cultura e o cotidiano do país — a parte da experiência que não cabe na sala de aula da escola de origem.

O que o Estado paga e quanto o estudante recebe em dinheiro

O custo do intercâmbio é bancado integralmente pelo Governo do Estado. Entram na conta pública os cursos, as passagens aéreas, a hospedagem e o auxílio financeiro. Na prática, o valor de entrada para a família é zero — é o ponto que separa esse programa de um intercâmbio contratado no mercado, em que passagem e escola costumam ser as maiores despesas.

Cada estudante recebe ainda quatro parcelas de US$ 400 para as despesas do dia a dia durante a estadia. A primeira parcela é liberada antes do embarque, e não por acaso: serve para comprar roupas adequadas ao clima do destino, malas e outros itens de viagem, gasto que costuma aparecer justamente na semana em que a família tem menos tempo para se organizar.

Por que 200 embarques mexem com uma rede de 100 mil alunos no Ensino Médio

O efeito do programa não se esgota em quem viaja. A aposta declarada é de contágio: quem volta funciona como referência dentro da escola e puxa colegas para os cursos do Centro de Idiomas. Por isso a comparação entre 200 embarques e 100 mil matriculados no Ensino Médio, que à primeira vista parece desfavorável, é usada pelo próprio governo como argumento a favor da política.

“O Intercâmbio Estudantil é uma política pública consolidada, que amplia horizontes, fortalece a aprendizagem de idiomas e proporciona uma vivência cultural rica. É uma experiência que impacta o desempenho acadêmico e, principalmente, o projeto de vida desses jovens, que retornam mais preparados para compartilhar conhecimentos e contribuir com suas comunidades escolares”

A declaração é do secretário da Educação, Vitor de Angelo. Segundo ele, a vivência internacional contribui para o desenvolvimento da fluência no idioma, da autonomia e do protagonismo juvenil, além de ampliar as perspectivas acadêmicas e profissionais dos participantes.

De 2009 até as 30 unidades espalhadas pelo Estado

O Programa de Intercâmbio Estudantil foi criado em 2009 e chega a esta edição com 16 anos de estrada. Hoje são 30 unidades instaladas em escolas distribuídas pelas 11 Superintendências Regionais de Educação — as estruturas que dividem a rede estadual por região, de modo que as unidades não fiquem concentradas em um único ponto do Estado.

Em 2010, o programa passou a integrar o Centro Estadual de Idiomas. A mudança explica o desenho atual: o intercâmbio não é um sorteio de viagem, e sim a etapa final de um percurso que começa no curso de línguas da rede pública. A ideia é que o aluno consolide fora do país o que estudou dentro dela e passe a usar o idioma na comunicação social, cultural e profissional. Em edições anteriores, o portal publicou a lista dos estudantes selecionados para o Intercâmbio Estudantil, útil para quem quer ver quais escolas apareceram entre as contempladas.

O que muda daqui para a frente

O governador já havia anunciado ampliação de vagas e novos destinos no Programa de Intercâmbio Estudantil, e o próximo ciclo é maior que o atual — a promessa citada no embarque é de mais 500 estudantes.

Para quem estuda na rede estadual e quer disputar uma vaga, o ponto de partida são os cursos do Centro de Idiomas, ao qual o programa está vinculado desde 2010, e o acompanhamento da abertura de cada seleção. Depois desta etapa, o Intercâmbio do ES concluiu os embarques de 2025 e terá 500 vagas em 2026.

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