A Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (PCES) flagrou, nessa terça-feira (10), um furto de energia em uma propriedade rural de grande porte no município de Castelo. Um homem de 38 anos, titular da instalação, foi conduzido à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim e autuado em flagrante por estelionato. Depois dos procedimentos de praxe, foi encaminhado ao sistema prisional.
A ação reuniu o Departamento de Investigações Criminais (Deic), da Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, e o Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), com apoio de um técnico da EDP, distribuidora de energia. O trabalho conjunto é o que permite tratar o caso como ocorrência policial: a distribuidora entra com o conhecimento da rede, e a perícia oficial atesta o que foi encontrado no equipamento.
Denúncia levou as equipes a uma propriedade com três autuações anteriores
As equipes se deslocaram ao município para apurar uma denúncia de furto de energia. A propriedade já tinha histórico de reincidência, com três autuações anteriores por irregularidades no sistema de medição. No local, os policiais fizeram contato com o homem de 38 anos, responsável pela instalação.
Perícia apontou medidor violado e consumo que não era registrado
A perícia identificou irregularidades no sistema elétrico que impediam o registro correto do consumo e o faturamento da energia utilizada. Na prática, a propriedade usava a energia, mas o medidor não marcava o que estava sendo gasto. Segundo a PCES, a violação do equipamento ocultava a fraude de forma eficaz, o que dificultava a detecção.
A equipe da EDP substituiu o medidor e regularizou a instalação. A distribuidora também lavrou o Termo de Ocorrência e Inspeção (TOI), documento que registra, item por item, as irregularidades encontradas na vistoria e serve de base tanto para a regularização do ponto de consumo quanto para a apuração policial.
Por que adulterar o medidor é caso de polícia
Mexer no medidor para que ele deixe de registrar o consumo real não é uma pendência comercial entre cliente e distribuidora: é conduta criminosa, apurada pela Polícia Civil. É por isso que, além da troca do equipamento pela concessionária, o caso gera inquérito, perícia e, como nesse flagrante, condução à delegacia.
Há ainda um efeito que costuma passar despercebido: instalação adulterada é instalação fora do padrão. Além da energia que deixa de ser faturada, o equipamento violado sai das condições em que foi projetado para funcionar, o que é um risco para quem vive e trabalha no imóvel.
O que acontece depois do flagrante
Ser autuado em flagrante não é ser condenado. O homem de 38 anos é, nesta etapa, suspeito: o flagrante formaliza a ocorrência e abre o procedimento, e caberá à Justiça decidir sobre a acusação, com direito a defesa. Até lá, nada do que foi apurado pela polícia equivale a uma sentença.
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