
A disputa pelas duas cadeiras do Senado Federal pelo Rio Grande do Sul promete ser uma das mais acirradas do país nas eleições de 2026. De fato, levantamento divulgado nesta sexta-feira (21) pela Paraná Pesquisas aponta que Manuela d’Ávila (PCdoB) ocupa a liderança isolada, concentrando 33,6% das intenções de voto no cenário estimulado, onde cada eleitor pôde indicar até dois nomes.
Nesse sentido, a margem de erro de 2,6 pontos percentuais transforma a segunda vaga em uma verdadeira incógnita. Ou seja, três candidatos travam um duelo técnico que nenhuma pesquisa consegue, por ora, desempatar com precisão.
Empate Técnico Domina a Briga Pela Segunda Vaga
Logo atrás de Manuela, Marcel Van Hattem (NOVO) registra 26,9% e empata tecnicamente com Rigotto (MDB), que marca 24,3%. Além disso, o emedebista também se encontra empatado com Pimenta (PT), que aparece com 22,5%, tornando o cenário ainda mais imprevisível para os estrategistas políticos de todos os partidos.
Por outro lado, o candidato ligado ao governo federal, Sanderson (PL), aparece com 16,0%, mantendo-se fora do bloco de empate técnico, mas ainda com capacidade de influenciar o resultado final dependendo da dinâmica das campanhas.
Os Demais Candidatos e a Fatia dos Indecisos
Entre os postulantes com menor intenção de voto, Daniela Mulheres Socialistas (PSOL) registra 5,4%, seguida por Frederico Antunes (PP) com 5,0%. Consequentemente, nomes como Milton Cardoso (3,5%), Tania Peres (3,1%) e Luciano do MLB (2,5%) completam o pelotão intermediário.
Finalmente, Renato Jaguarão (2,3%), Regis Ethur (1,5%) e Ric Jones (0,3%) encerram a lista de pré-candidatos mapeados. Certamente, os 8,9% de brancos e nulos somados aos 7,9% que não opinaram representam um eleitorado ainda em aberto, capaz de redefinir completamente a ordem de chegada.
Metodologia e Registro Oficial da Pesquisa
O levantamento ouviu 1.504 eleitores entre os dias 18 e 20 de agosto de 2026, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares. Dessa forma, a pesquisa segue padrões rigorosos, com intervalo de confiança de 95% e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RS-03898/2026.
Em outras palavras, o Rio Grande do Sul vive um momento eleitoral sem precedentes recentes: uma vaga praticamente definida e outra completamente em aberto, tornando os próximos meses decisivos para o futuro da representação gaúcha no Senado Federal.
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