
A Procuradoria‑Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma denúncia formal contra Jair Bolsonaro por participação direta no plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
Para quem acompanha o caso, com prazo para defesa, audiências e possibilidade de condenação. Bolsonaro deixa de estar sob inquérito e passa a responder criminalmente pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
O que o “Punhal Verde Amarelo” previa
Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, Bolsonaro conheceu o plano e “a ele anuiu”. O documento detalhava métodos distintos para cada alvo: envenenamento para Lula e uso de armamentos para Alexandre de Moraes. Entre os registros apreendidos, constava a expressão “Lula não sobe a rampa”.
A Polícia Federal apurou que as ações não ficaram só no papel. A chamada Operação Copa 2022 já havia iniciado o monitoramento dos alvos. A execução estava prevista para 15 de dezembro de 2022, mas a falta de adesão do Comando do Exército interrompeu o plano.
Como a ciência de Bolsonaro foi comprovada
O general Mário Fernandes imprimiu o documento dentro do Palácio do Planalto em 9 de novembro de 2022. Registros indicam que ele esteve também no Palácio da Alvorada no mesmo dia. Em mensagens e áudios recuperados pela Polícia Federal, Mário Fernandes relata ter conversado pessoalmente com Bolsonaro sobre o momento ideal para executar as ações, mencionando que o ex-presidente considerava viável agir até 31 de dezembro de 2022.
Além de Bolsonaro, a denúncia inclui outras 33 pessoas, entre elas o ex-ministro Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
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