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ChatGPT deixou de ser copiloto corporativo — e virou conselheiro do mundo

O ChatGPT ultrapassou 700 milhões de usuários mensais e processa 2,6 bilhões de mensagens por dia. Mas o novo estudo How People Use ChatGPT (OpenAI, Harvard e Duke) desmonta alguns mitos sobre como as pessoas de fato usam a ferramenta.


Por que isso importa?

  • Mudança de perfil: o chatbot deixou de ser apenas apoio para produtividade e virou companheiro digital para quase 9% da população mundial.
  • Impacto no mercado: 624 milhões de buscas diárias deixam de ir para Google, Bing e afins.
  • Adoção desigual: crescimento explosivo em países emergentes e entre mulheres redefine quem molda o futuro da IA.
     

O que o relatório mostra

  1. Não é no trabalho que cresce mais: a fatia de mensagens relacionadas a trabalho caiu de 47% para 27%. Mais de 70% dos usos hoje têm natureza pessoal — estudar, pedir conselhos, cuidar da saúde.
  2. Programadores? Não. Estudantes! Apenas 4,2% das interações são sobre programação. Já a tutoria educacional responde por 10% das mensagens — estudantes transformaram a IA em professor digital.
  3. Escrita domina, mas como revisão: escrever é o uso nº 1, mas dois terços das interações pedem revisão, edição ou resumo de textos — não criação do zero. O ChatGPT é mais editor do que autor.
  4. Mais consultor do que executor: a categoria “Asking” (pedindo informações) já soma 51,6% das mensagens, superando “Doing” (pedindo tarefas). Usuários querem cada vez mais orientação, não só entregas prontas.
  5. Mulheres na liderança: nos primeiros meses, 80% dos usuários tinham nomes masculinos. Hoje, as mulheres já são maioria entre os ativos semanais, puxadas por usos em educação e orientação prática.
  6. Países emergentes puxam o crescimento: adoção é mais acelerada em regiões de renda média e baixa. Para muitos, o ChatGPT virou atalho de acesso a conhecimento, consultoria e até substituto de buscas tradicionais.
     

O hype prometia um “copiloto de produtividade corporativa”. Mas os dados mostram outra realidade: o ChatGPT está se consolidando como professor, conselheiro e buscador alternativo — menos executor de tarefas técnicas, mais companheiro de aprendizado e decisão pessoal.


O que está em jogo

A disputa não é só entre Big Techs. Está em como sociedades, escolas e empresas vão lidar com uma ferramenta que já substitui professores, revisores e buscadores tradicionais.


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