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Uber e iFood se unem e começam a testar o “superapp brasileiro”

A guerra pelos aplicativos do dia a dia ganhou um novo capítulo. Uber e iFood iniciaram nesta segunda-feira (17) a integração de seus serviços em Belo Horizonte, permitindo que usuários peçam corridas diretamente dentro do app de delivery — e, em breve, também encontrem entregas dentro do app de mobilidade. 

É o primeiro movimento concreto de uma parceria que pode redefinir a experiência do consumidor no Brasil e transformar dois gigantes em um ecossistema único.

Essa fusão de funcionalidades não é um teste tímido: São Paulo, Rio, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Salvador e outras capitais entram na lista já em dezembro. A promessa é simples e poderosa: até janeiro de 2026, qualquer usuário do país poderá acessar corrida e delivery num só ambiente. 

Diego Barreto, CEO do iFood, resume a estratégia: “reunir mais serviços em um só lugar”. É o tipo de frase que sinaliza uma ambição bem maior do que logística.

A parceria também inaugura uma assinatura conjunta que promete chacoalhar o mercado. Por R$ 21,90 mensais, o pacote une Clube iFood e Uber One — que, separados, custariam R$ 32,80. A oferta inclui cinco vouchers de R$ 10 em restaurantes, frete grátis em mercados e farmácias, créditos de 10% em viagens e descontos em categorias premium da Uber. No jogo da recorrência, é um movimento agressivo para capturar o usuário — e prendê-lo dentro de um ecossistema duplo.

Mas a integração não nasce num vazio. 

Ela acontece justamente quando o iFood, com 92% de participação no mercado brasileiro segundo a Klavi, começa a ser pressionado por rivais bilionários. A chinesa Meituan, via Keeta, promete investir R$ 5,6 bilhões nos próximos cinco anos. A 99Food planeja R$ 1 bilhão para expandir sua operação. E a Rappi já colocou R$ 1,4 bilhão na mesa até 2028, além de adotar taxas zero para restaurantes — um golpe direto na base do setor.

Para a Uber, a parceria é quase um retorno calculado ao jogo das refeições, depois de encerrar o Uber Eats em 2022. Mas desta vez, a reentrada acontece por outro caminho: integração tecnológica profunda, não competição direta. Segundo Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, a união deve gerar “mais agilidade para quem já usa e atrair novos públicos” — uma forma elegante de dizer que os apps querem dobrar o tempo de tela dos brasileiros.

O projeto é robusto. Foram 180 dias de desenvolvimento, com mais de 300 engenheiros distribuídos em cinco países trabalhando para conectar sistemas que antes eram concorrentes. O objetivo é claro: criar um fluxo unificado, intuitivo e rápido — o que, no mercado de apps, vale tanto quanto entregar comida quente na porta.

Se tudo der certo, Uber e iFood deixam de ser apenas dois apps no celular do brasileiro. Passam a disputar, lado a lado, o posto de plataforma indispensável — aquela que você abre sem pensar, porque resolve tudo.

A corrida pela dominância do cotidiano acaba de ganhar um novo favorito: o superapp que o Brasil sempre esperou pode estar finalmente saindo do forno.

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