Primeiramente, imagine uma aeronave militar despejando 12 mil litros de água em uma única operação sobre florestas em chamas. De fato, essa capacidade já é realidade no Brasil graças ao KC-390 Millennium, equipado com o sistema modular Maffs, que pesa seis toneladas e exige sete militares especializados para operar.
Nesse sentido, a Escola Superior de Defesa sediou nos dias 18 e 19 de novembro o 1º Simpósio Internacional Aerofire, reunindo especialistas de diversos países para debater estratégias inovadoras de prevenção e enfrentamento de incêndios florestais em todos os biomas nacionais.
Sete Painéis Reuniram Ciência e Operações de Campo
Além disso, o evento promovido pelo Ministério da Defesa integrou representantes das Forças Armadas, pesquisadores, órgãos civis e fabricantes de aeronaves especializadas. Consequentemente, sete painéis temáticos abordaram desde monitoramento satelital até técnicas avançadas de combate ao fogo.
O Major Aviador Anderson Dias Santiago, do 1º Grupo de Transporte de Tropa, ressaltou que o simpósio ampliou a consciência situacional entre os envolvidos. Dessa forma, decisões futuras ganham maior efetividade tanto em território nacional quanto em cooperações internacionais.
Drones Ampliam Alcance das Missões Contra Incêndios
Por outro lado, o Major Renato Barros dos Santos Sinzato, do 3º Batalhão de Aviação do Exército, apresentou o emprego de drones em missões de combate a incêndios, aeromobilidade e apoio humanitário. Ou seja, a tecnologia não tripulada já cobre operações em todo o território brasileiro.
Certamente, outro avanço significativo foi destacado pelo Coronel Aviador Ivan Fernandes Faria. Ele explicou que a Portaria Interministerial nº 3/2025 estabeleceu protocolo integrado entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Integração para resposta coordenada a desastres, incluindo serviços satelitais de comunicação.
Autoridades Civis e Militares Reforçam Integração
Assim sendo, a abertura contou com a presença do Diretor-Geral do Censipam, Richard Fernandez Nunes, e do Embaixador George Torquato Firmeza. Sem dúvida, a participação de representantes dos Ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Justiça e da Rede MapBiomas consolidou o caráter multissetorial.
Finalmente, o simpósio demonstrou que o Brasil avança na construção de uma resposta integrada e tecnológica contra incêndios florestais, combinando poder aeroespacial, inteligência artificial e cooperação interinstitucional para proteger seus biomas.
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