Unidade prisional promove exposição pedagógica sobre a história geológica do planeta Terra

Unidade prisional promove exposição pedagógica sobre a história geológica do planeta Terra

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Cora Coralina, localizada na unidade da Penitenciária Estadual de Vila Velha III (PEVV3), desenvolveu o projeto pedagógico “A História Geológica da Terra”, com estudantes do Ensino Fundamental, do curso Logístico e do Curso de Idiomas. A iniciativa abordou conteúdos relacionados à formação do planeta, às eras geológicas e à evolução dos seres vivos, por meio de aulas teóricas, recursos audiovisuais e produções artísticas.

O projeto foi idealizado pelo professor de Ciências e Biologia Augusto Mendes, em parceria com a professora de Arte Roberta Honorato, com participação de professores de diferentes áreas, especialmente Geografia e História. As atividades envolveram o estudo da diversidade dos seres vivos ao longo do tempo geológico, a evolução das espécies, a estrutura da Terra, os movimentos das placas tectônicas e o surgimento do ser humano.

Como parte do desenvolvimento das atividades, os estudantes produziram ilustrações, esculturas, maquetes e textos explicativos que representaram diferentes períodos da história geológica do planeta. Esses materiais compuseram a exposição “A História Geológica da Terra”, organizada como culminância do projeto pedagógico. A mostra reuniu trabalhos confeccionados com diferentes materiais, como biscuit, papelão, tecido e espuma, além de maquetes temáticas.

O professor Augusto Barros Mendes destacou a importância do projeto para a compreensão do tempo geológico. “O projeto foi muito importante para proporcionar aos alunos adequado dimensionamento do tempo e espaço da vida no planeta: muitos alunos não sabiam que o nosso planeta possui bilhões de anos e a grande maioria atrela a história do planeta com a história dos seres humanos. Nós estamos aqui há pouquíssimo tempo comparado ao tempo geológico.”

A professora de Arte Roberta Honorato de Freitas ressaltou o papel das produções artísticas no processo educativo. “Quando os alunos produzem arte, desenvolvem neles novas capacidades, o que contribui para o fortalecimento da autoestima deles. A autoestima é muito importante no processo de ressocialização.”

Para a professora de Geografia Michele Genair Costa da Silva, a proposta evidenciou novas possibilidades pedagógicas. “O trabalho realizado é muito importante por mostrar que através de aulas teóricas e práticas diferenciadas foi possível simplificar um conteúdo tão complexo. A exposição evidencia que, mesmo dentro do complexo prisional onde há tantas limitações, é possível fazer um trabalho diferenciado.”

Um dos estudantes participantes relatou sua experiência. “O projeto permitiu que eu aprendesse algo que nunca tinha aprendido, que o planeta Terra é muito, muito antigo. Tem bilhões de anos. Além disso, poder ver fósseis de verdade me fez acreditar de vez na existência de seres pré-históricos. Sou muito grato ao projeto, pois nele consegui fazer várias artes.”

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