Um comerciante de 58 anos protagonizou uma cena de extrema violência ao agredir brutalmente um policial militar de folga em um posto de combustível. Primeiramente, o episódio ocorreu na sexta-feira (26), no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, e rapidamente mobilizou diversas forças de segurança do Espírito Santo.
Consequentemente, a Polícia Civil atuou por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em conjunto com a Subsecretaria de Inteligência e a DHPP de Vila Velha, para identificar e capturar o agressor.
Agressor fugiu, mas inteligência policial o rastreou
De fato, as diligências começaram imediatamente após o acionamento do Ciodes. A delegada Gabriela Enne explicou que equipes coletaram imagens de videomonitoramento e ouviram testemunhas no local. Dessa forma, o autor foi identificado rapidamente, assim como seu endereço residencial.
Em contraste com a agilidade policial, o suspeito já havia fugido para o interior do estado quando as equipes chegaram à sua residência durante a madrugada. Por outro lado, o monitoramento dos serviços de inteligência não cessou, rastreando-o em diferentes regiões.
Suspeito se entregou ao saber do mandado de prisão
Assim sendo, ao tomar conhecimento da prisão preventiva deferida pela Justiça, o homem decidiu se apresentar espontaneamente no domingo (28), acompanhado de advogado. Nesse sentido, foi encaminhado ao Centro de Triagem, onde permanece à disposição da Justiça.
Durante interrogatório, o suspeito alegou que a vítima teria urinado em uma parede do posto, gerando discussão. Ou seja, segundo seu relato, após xingamentos, ele empunhou um cano de PVC com base de cimento e desferiu dois golpes — na clavícula e na cabeça — derrubando o policial.
Imagens contradizem versão do agressor sobre arma
Além disso, o investigado afirmou que a vítima teria pedido uma arma à companheira. Certamente, essa versão não encontrou respaldo nas câmeras. Segundo a delegada, as imagens mostram que a mulher empunhou a arma apenas para afastar os agressores e proteger o companheiro caído, caracterizando legítima defesa de terceiro.
Investigação prossegue para definir tipificação penal
O delegado Daniel Fortes informou que laudos do Instituto Médico Legal serão fundamentais para determinar a gravidade das lesões. Portanto, a tipificação final possivelmente será tentativa de homicídio qualificado.
Finalmente, Fortes alertou a população contra fazer justiça com as próprias mãos. Sem dúvida, acionar o 190 em situações de conflito é essencial para evitar tragédias como essa.
Direto Notícias Imparcial, Transparente e Direto!