
Uma ofensiva política em múltiplas frentes vem ganhando força no Congresso Nacional. Primeiramente, é preciso entender o cenário: o Partido Novo protagoniza uma série de ações judiciais, pedidos de impeachment e convocações parlamentares que miram diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal e o governo Lula. De fato, poucas legendas têm adotado uma postura tão combativa em tão pouco tempo.
O estopim dessa escalada foi o escândalo do Banco Master, cujo rombo estimado pode chegar a R$ 50 bilhões. Além disso, suspeitas de envolvimento de magistrados da mais alta corte do país com a instituição financeira investigada por lavagem de dinheiro transformaram o caso em uma crise institucional sem precedentes. Consequentemente, a legenda decidiu agir em várias frentes simultâneas.
Impeachment de Toffoli Ganha Tração no Congresso
O ministro Dias Toffoli tornou-se o principal alvo do partido. Nesse sentido, o Novo acusa o magistrado de agir com parcialidade para se blindar de investigações que apontam possíveis ligações criminosas com o Banco Master. Em outras palavras, a legenda sustenta que Toffoli estaria usando sua posição no STF para obstruir apurações que o incriminam.
Em Porto Alegre, por exemplo, líderes do partido realizaram um ato público diante da sede da Polícia Federal exigindo o afastamento do ministro. Dessa forma, a mobilização ultrapassou o campo legislativo e ganhou as ruas, evidenciando o desgaste da imagem do Judiciário perante a opinião pública.
Família Toffoli e Esposa de Moraes São Convocadas
O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) solicitou a convocação de familiares de Toffoli para depor na CPI do Crime Organizado. Paralelamente, a bancada do partido pediu que Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, preste esclarecimentos à CPMI do INSS sobre supostas conexões entre o escândalo do Master e o ministro. Certamente, essas convocações representam um desdobramento inédito na relação entre Legislativo e Judiciário.
Sigilos do Governo Lula Também Estão na Mira
Por outro lado, o Novo não direciona suas ações exclusivamente ao STF. A legenda acionou a própria corte contra o que classifica como farra dos sigilos ilegais do governo federal. Ou seja, enquanto o cidadão comum presta contas de cada centavo à Receita, o Executivo esconderia dados que deveriam ser públicos por determinação legal. Assim sendo, o partido defende que transparência governamental não é concessão, mas obrigação constitucional.
Inelegibilidade de Lula e Resultados na Educação
Além das frentes judiciais, o partido anunciou uma ação para tornar Lula inelegível em 2026, alegando uso de dinheiro público para propaganda pessoal durante o Carnaval. Portanto, a estratégia combina pressão institucional com batalhas jurídicas de longo prazo.
Em contraste com o cenário de confronto, a legenda também celebrou conquistas administrativas. Sem dúvida, um dado expressivo: mais de 70% das prefeituras governadas pelo Novo receberam prêmio nacional do MEC por resultados significativos em alfabetização infantil, demonstrando que o partido busca equilibrar oposição firme com gestão eficiente.
Um Partido em Modo de Combate Permanente
Finalmente, o conjunto dessas iniciativas revela uma estratégia deliberada de enfrentamento institucional. Nesse sentido, o Partido Novo aposta que a insatisfação popular com o STF e o governo federal pode se converter em capital político concreto. Resta saber se essa ofensiva produzirá resultados legislativos ou se permanecerá como pressão simbólica em um cenário político cada vez mais polarizado.
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