
Um incêndio atingiu um prédio da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) na noite de quarta-feira (7). Publicações nas redes sociais atribuíram o sinistro a estudantes ligados à direita, mas Thiago Medina à CNN refutou essa versão no programa Bastidores CNN na quinta-feira (8). O deputado eleito pelo PL-PE afirmou que o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da própria universidade publicou um vídeo apontando um ar-condicionado antigo como causa, descartando origem criminosa.
Medina ressaltou ainda que, na mesma semana, já haviam ocorrido outros incêndios na UFPE.
Thiago Medina à CNN fala em ação política nas universidades
“A esquerda está utilizando a estrutura das universidades, os diretórios acadêmicos, para fazer campanha pró-Lula. Há vários grupos: ‘estudantes com Lula’, ‘UFPE com Lula’. Se eles podem fazer, a gente também pode fazer”, declarou. Por outro lado, ele acusou deputados como Jones Manoel (PSOL-PE), Rosa Amorim (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) de divulgar informações falsas sobre o incêndio. Segundo ele, sua equipe identificou pessoas que o apontaram como responsável e pretende processar os envolvidos.
Medina também afirmou que “O que eles não falam é quem cortou o repasse de dinheiro para a Universidade Federal. Foi o Lula. Tem várias postagens da própria UFPE falando que eles não têm recursos, porque Lula não estava mandando.”
Segurança pública e reforma tributária no centro do mandato
Eleito com mais de 88 mil votos — o equivalente a 1,68% dos votos válidos, conforme o Tribunal Superior Eleitoral —, Medina tem 23 anos e cumpria mandato como vereador em Recife desde 2025. Ele apontou a segurança pública como prioridade no Congresso Nacional. “A gente vive uma prisão a céu aberto”, afirmou, ao criticar a atuação do crime organizado sem resistência efetiva do governo federal.
Além disso, o deputado eleito destacou a reforma tributária como outro ponto central. Entidades como a FIEPE, a FIESP e a FecomércioSP já se manifestaram contra a proposta. “Quem gera renda e riqueza é contra essa reforma tributária. Eu acho que essas duas pautas vão ser as principais: segurança e poder refazer a reforma tributária ou, pelo menos, fazer uma forma que as empresas não sejam tão penalizadas”, concluiu.
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