UE mantém restrições de importação aplicadas ao aço ucraniano

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Imagem ilustrativa de banco de imagens. Foto: Willians Huerta / Pexels.

O chefe executivo da Metinvest, uma das maiores siderúrgicas da Ucrânia, pediu à União Europeia que retire as restrições de importação aplicadas ao país. Yuriy Ryzhenkov afirmou que a Ucrânia foi agrupada em medidas para conter importações baratas de países como a China. Conforme Ryzhenkov, não houve qualquer consideração pela situação de guerra em que o país se encontra.

As restrições, impostas recentemente pelo bloco europeu, limitam o volume de aço que pode entrar na UE sem tributação a 18,3 milhões de toneladas por ano. Isso representa uma redução de 47% em relação aos níveis de 2024. Embora existam cotas específicas por país, o objetivo geral é proteger os produtores de aço dos países membros. As importações mais baratas vêm principalmente da China e da Turquia.

Restrições de importação aplicadas pela UE afetam a Ucrânia em guerra

Ryzhenkov declarou que o acesso ao mercado europeu é crucial para a sobrevivência da indústria ucraniana. Ele apontou que as medidas restritivas da UE não ajudam o setor, sobretudo porque a Ucrânia não dispõe de logística para acessar outros mercados. A indústria siderúrgica ucraniana estima que as exportações de aço para a UE possam cair entre 50% e 60%.

A Comissão Europeia, ao mesmo tempo, afirmou que levou em conta a situação difícil da Ucrânia ao definir sua política siderúrgica. Um porta-voz do bloco reconheceu que a cota específica garantida à Ucrânia está em nível inferior ao dos anos anteriores. O porta-voz destacou, ademais, que o país continua sendo um exportador importante de aço para a região. Compensações foram oferecidas aos maiores fornecedores.

Bombardeios russos agravam a crise no setor

Apesar do acordo de livre-comércio em vigor entre a UE e a Ucrânia, esse acordo não impede o bloco de adotar medidas de proteção comercial separadas. Enquanto isso, a indústria siderúrgica ucraniana sofre com os ataques russos. Todas as usinas do país foram bombardeadas em algum momento desde o início do conflito, em 2022. Conforme Ryzhenkov, os ataques se intensificaram de forma significativa recentemente.

Em setembro, a Ucrânia registrou pela primeira vez em cerca de 150 anos um período sem produção de nenhuma tonelada de aço. Além disso, quase 800 trabalhadores da Metinvest morreram desde o início da guerra. Antes da invasão russa em larga escala, em 2022, a metalurgia e a mineração respondiam por cerca de 10% da renda nacional ucraniana e por um terço das exportações do país — com a UE como principal destino.

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Sobre Ary Ribeiro

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