Placa de alerta de motocicleta ao lado do texto 'Acidentes de trânsito você também é responsável'

Trânsito caótico em Guarapari: até quando?

A princípio, ao se conduzir um veículo motorizado, de tração humana, ou mesmo ao se caminhar nas vias públicas, é necessário ter o mínimo de sabedoria e prudência. E, em nossa cidade, é preciso um tremendo bom senso ao dirigir. Não apenas para não pôr em risco a própria vida, mas também para não pôr em risco a vida de terceiros, muitas vezes imprudentes. No entanto, até que a grande maioria dos usuários das malhas viárias municipais tenham o óbvio bom senso necessário da prudência e também tenham a devida responsabilidade, é preciso ter dispositivos simples e baratos que venham a criar impedimentos que os impeçam de abusar da imprudência, pondo as vidas deles e de terceiros em condição de risco desnecessário. Tendo em vista que tais dispositivos mínimos de segurança comprovadamente impedem que os que não possuem tais atributos elementares ao convívio social cometam atos imprudentes e abusivos contra a vida humana no trânsito.

Placa de alerta de motocicleta ao lado do texto 'Acidentes de trânsito você também é responsável'

Bem como se sabe, inegavelmente os redutores de velocidade, sejam tipo lombada ou até mesmo tipo costelinhas, obrigam a redução de velocidade dos veículos e salvam, sim, as vidas de muitos motoristas e, principalmente, de muitos pedestres em perímetros urbanos, ao impedir os incontáveis abusos e as irresponsabilidades excessivas por parte de muitos motoristas inconsequentes. Como as que vemos cotidianamente em Guarapari, principalmente na Beira Mar, na Praia do Morro.

Do mesmo modo, há muito tempo, muitos turistas e moradores de Guarapari estão volta e meia pedindo atenção para a avenida Beira Mar no bairro Praia do Morro, assim como para a Avenida Praiana, também no bairro Praia do Morro, que, como se sabe, há anos estão precisando de algum tipo de redutor de velocidade. Podendo ser inclusive os já citados tipo lombadas ou costelinhas. Tendo em vista que constantemente passam vários carros em altíssima velocidade nessas avenidas. Inclusive, alguns dirigindo com muita imprudência, podendo causar atropelamentos de crianças, de idosos, e também acidentes de várias dimensões, inclusive diversos tipos de colisões de carros e motos.

 

Nesse sentido, recordando fatos passados, já houve lamentáveis acidentes em pontos historicamente críticos de nossa cidade, com perdas humanas, o que é o pior. No entanto, inegavelmente os referidos redutores teriam, sem sombra de dúvidas, impedido que muitas perdas de vidas humanas ocorressem. E, mesmo sabendo que instalar redutores de velocidade não vai trazer as perdas humanas de volta (como alguns alegam), é desnecessário expor que os redutores poderiam impedir futuros sinistros, impedindo ou diminuindo que futuras vidas humanas sejam ceifadas.

 

Frequentemente, esse tipo de acidente é muito previsível. No entanto, seria muito fácil de ser reduzido ou até mesmo impedido, com a simples instalação dos tão aclamados redutores mecânicos ou até eletrônicos.

Frequentemente, não há como calar a pergunta que clama por uma simples resposta:

Quando teremos os necessários redutores para salvar vidas dos pedestres inocentes?

E até mesmo salvar a vida dos irresponsáveis que se colocam, e colocam os outros, em condição de risco desnecessário, ao dirigirem como loucos irresponsáveis.

Assim também como se sabe, é inegável que, há muito tempo, Guarapari precisa, e com urgência, de mais placas básicas de sinalização, sem falar nas placas mais elaboradas. Assim como necessita também, de forma urgente, em muitos lugares no perímetro urbano, de redutores de velocidade e até mesmo de várias minirrotatórias, sejam elas de meio-fio ou até feitas de marcadores tipo “olho de gato”, em alguns cruzamentos. E, nesse sentido, está muito mais que comprovado que as medidas de implantação de rotatórias e redutores de velocidade realmente impedem acidentes e salvam vidas ao evitar o acidente.

 

Nesse ínterim, a bola está nas mãos das autoridades, nesse caso estaduais e municipais, ou sejam elas quais forem. Que, infelizmente, em nosso país, historicamente costumam apenas fechar a porta depois dela ser arrombada. E, inegavelmente, sabemos que há muitas vezes em que nem assim as fecham. Sob o mesmo ponto de vista, vidas humanas são irreparáveis. Pois é impossível negar que irresponsáveis ao volante colocam as vidas deles e de terceiros inocentes em risco. E isso pode ser diminuído consideravelmente com medidas simples e elementares.

AFINAL, É PARA ISSO QUE PAGAMOS IMPOSTOS E ELEGEMOS QUEM OS ADMINISTRA.

 

OS ACIDENTES EM GUARAPARI SÓ DIMINUIRÃO COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS, DESDE OS CIDADÃOS ATÉ A PARTICIPAÇÃO DO PODER PÚBLICO.

Do mesmo modo, os que cobram providências das autoridades públicas podem até estar enganados. No entanto, acredita-se ser justo cobrar das devidas autoridades providências a longo, médio e curto prazo, sim, no ímpeto de diminuir os acidentes. Pois servir à sociedade numa vida pública não é simples. Todavia, quem o faz precisa ter um olhar muito além do elementar. Aliás, é salutar relembrar que mundo afora, e até mesmo no Brasil, há incontáveis medidas comprovadamente baratas e extremamente eficazes, que, se bem geridas pelo poder público zeloso e participativo, com foco em resolver ou minimizar problemas, respeitam tanto o dinheiro do contribuinte quanto salvam as suas vidas. Ações essas que diminuem consideravelmente acidentes. Até mesmo os cometidos por parte de irresponsáveis ao volante, que não respeitam as normas sociais de convívio coletivo.

Afinal, voltamos a relembrar que é para isso que pagamos os nossos altos impostos e elegemos quem os administra (ou não?).

Sob o mesmo ponto de vista, a simples instalação de meros redutores mecânicos (lombadas e/ou costelinhas), além de minirrotatórias, comprovadamente já salvou várias vidas no interior de São Paulo, na cidade de Vitória e em vários outros lugares. No entanto, há outras medidas muito eficazes nesse sentido. Ao mesmo tempo, sabe-se que há muita gente inegavelmente muito preparada, tanto técnica quanto profissionalmente, que pode implementar, em nossa cidade e em outras cidades, medidas preventivas e educacionais no intuito de salvar vidas!!!

De acordo com o que se sabe, medidas meramente paliativas não eliminam todo o problema; no entanto, medidas profissionais agem, sim, reduzindo consideravelmente as estatísticas dos acidentes, como foi o caso de cidades da Europa, com a instalação de rotatórias nos cruzamentos.

Ademais, sabe-se que a falta crônica de uma política de implementação de engenharia de trânsito é um problema histórico em nosso país, e principalmente em nossa cidade. Negá-lo ou varrê-lo para baixo do tapete e para longe dos olhos não resolverá nada. Pois é preciso ter a devida maturidade para encarar um problema, se queremos realmente resolvê-lo. E não protelá-lo “ad infinitum”, como uma espécie de “batata quente” sendo empurrada para que fique saltando de mão em mão.

Não se está com isso caçando culpados de problemas historicamente herdados, para queimá-los em fogueiras de inquisição, nem buscando bodes expiatórios. O que se busca e se necessita, sim, é um clamor à sociedade, para ser mais participativa na resolução de problemas, os quais têm gerado vítimas fatais e que poderiam inegavelmente ser diminuídas, com medidas baratas e comprovadamente eficazes e eficientes.

Pois como se está incessantemente frisando: Afinal, é para isso que pagamos impostos e elegemos quem os administra, supostamente em benefício da coletividade.

NÃO SE BUSCA COM ISSO SABER DE QUEM É A CULPA DOS ACIDENTES, NEM A CULPA DAS MORTES NO TRÂNSITO EM GUARAPARI. MAS BUSCAM-SE, SIM, MEDIDAS PELAS QUAIS TANTO OS ACIDENTES QUANTO AS MORTES PAREM OU DIMINUAM.

Dessa forma, sabemos que todos somos responsáveis por nossos atos. No entanto, até que todos também se conscientizem disso e ajam com a devida responsabilidade, é preciso que se tomem medidas que assegurem que isso não se repita da forma imprudente, inconsequente e irresponsável, como vem historicamente acontecendo há décadas em nossa cidade. E, com toda certeza, há, sim, como fazê-lo por meio de atos administrativos e de uma boa gestão de engenharia de trânsito de cunho preventivo, como existem em vários outros lugares.

Acima de tudo, como já foi explicitado, não se está, com isso, caçando culpados. Mas sim querendo que se ache e se implemente, o mais rápido possível, um ou mais caminhos para impedir que, outras e outras vezes, acidentes continuem a acontecer, prejuízos materiais continuem a causar danos aos bolsos públicos e privados, e, principalmente, que vidas não continuem a ser ceifadas.

O ANTIGO E CRÔNICO PERIGO DA ALTA VELOCIDADE NA ORLA DA PRAIA DO MORRO.

Como resultado dessa tradição em nosso trânsito, há muito e muito tempo, a população que usa a praia, tanto turistas como moradores de todos os bairros da cidade, vive constantemente reclamando que a avenida Beira Mar no bairro Praia do Morro, um dos nossos maiores cartões-postais, precisa, e muito, de algum tipo de redutor de velocidade em vários pontos da mesma. Tendo em vista que naquela via pública passam, a toda hora, vários carros, motos, ônibus e caminhões em altíssima velocidade. E, vergonhosamente, alguns dirigindo de forma inconsequente e com muita imprudência, podendo causar desde atropelamentos de crianças, de idosos, até acidentes de várias dimensões, e até diversos tipos de colisões, gerando lastimavelmente perdas irreparáveis de vida.

Por último: QUANDO TEREMOS OS ACESSÓRIOS REDUTORES DE VELOCIDADE PARA SALVAR VIDAS?

 

Sobre Marcelo de Medeiros

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