Primeiramente, é preciso dimensionar o que acontece na capital paraense neste momento. Cerca de 7.500 militares das três Forças Armadas ocupam posições estratégicas em Belém para garantir a proteção de delegações vindas de aproximadamente 140 nações. De fato, trata-se do maior esquema de defesa montado no Brasil desde os Jogos Olímpicos de 2016.
A mobilização ocorre sob o guarda-chuva da Garantia da Lei e da Ordem, autorizada pelo Decreto nº 12.704. Dessa forma, Marinha, Exército e Aeronáutica atuam em sintonia com órgãos federais, estaduais e municipais dentro do Plano Estratégico Integrado de Segurança.
Comando Marajoara lidera a articulação conjunta
O Comando Operacional Conjunto Marajoara centraliza toda a coordenação militar. Nesse sentido, suas atribuições incluem escolta de autoridades, defesa de infraestruturas críticas e suporte logístico completo. Além disso, o comando gerencia 525 viaturas, 18 blindados, 58 embarcações e 5 helicópteros distribuídos pela região metropolitana.
Navio Atlântico ancora como base operacional
O Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, da Marinha, está atracado próximo ao Ver-o-Rio. Consequentemente, a embarcação funciona como plataforma flutuante de operações, transportando veículos e equipamentos essenciais para a missão.
Blindados Guarani e caças reforçam a defesa
Por outro lado, o Exército emprega viaturas blindadas Guarani nas ruas, enquanto a Força Aérea opera aeronaves de caça, vigilância e o cargueiro KC-390 Millennium. Certamente, esse arsenal aéreo garante cobertura completa do espaço sobre Belém.
Alvos protegidos vão de usinas a aeroportos
A operação abrange o Parque da Cidade, sede da conferência, o Aeroporto Val-de-Cans, portos regionais, subestações de energia e estações de tratamento de água. Assim sendo, até as usinas de Belo Monte e Tucuruí recebem vigilância reforçada.
Integração multiagências define o modelo adotado
Finalmente, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Gabinete de Segurança Institucional e secretarias estaduais compõem a rede integrada. Ou seja, a proteção da COP30 reproduz o padrão aplicado na Copa do Mundo de 2014 e nas Cúpulas do G20, porém adaptado à realidade amazônica.
Reportagem original: Jussara Santos | Fotos: Érico Alves
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