A EEEFM Nelson Vieira Pimentel, em Viana, realizou a IV Feira de Empreendedorismo, organizada pelos estudantes dos cursos técnicos em Administração e Logística da escola. Com o tema Criando Soluções, Construindo Futuros, a atividade reuniu produção acadêmica, práticas de gestão e atendimento ao público, e serviu também como estratégia de captação de matrículas e rematrículas junto às escolas municipais.
O que os estudantes montaram — e o que foi vendido no dia
O trabalho não começou na semana da feira. Ao longo do 2º trimestre, os estudantes elaboraram planos de negócios, criaram empresas simuladas e desenvolveram produtos e serviços reais, comercializados no dia do evento.
Vale separar os dois termos, porque eles não significam a mesma coisa. Empresa simulada é exercício escolar: os estudantes montam a estrutura de um negócio — o que se vende, para quem, a que preço, quem cuida de qual parte — como atividade de aula, e não como um negócio aberto de fato. Já os produtos e serviços expostos nos estandes foram efetivamente desenvolvidos e vendidos ao público que visitou a escola.
Um plano de negócios, que aparece como primeira etapa do processo, é o documento em que essa ideia é posta no papel antes de sair do papel: descreve o produto ou serviço, o cliente que se pretende alcançar, quanto custa produzir, por qual preço vender e como chegar até quem compra. É o exercício que obriga a fechar a conta.
A preparação se intensificou na semana pós-Enem. Nesse período, turmas da 1ª à 3ª série do Ensino Médio Técnico concluíram os protótipos, as estratégias de marketing, a organização logística e a montagem dos estandes.
Onde o empreendedorismo entra na rotina de aula
Nas visitas às escolas municipais, as docentes reforçaram o papel da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e dos recursos tecnológicos no desenvolvimento dos estudantes — algo evidenciado, segundo o relato da escola, pelos trabalhos expostos na feira.
A sigla costuma passar batido, mas descreve uma forma concreta de organizar o ano letivo. Na Aprendizagem Baseada em Projetos, o conteúdo é estudado enquanto a turma resolve um problema real e precisa entregar um resultado — aqui, um produto para vender e um estande para atender o público. O percurso tem etapas visíveis: definição do problema, pesquisa, planejamento, execução, apresentação e avaliação do que foi entregue. A prova deixa de ser o único ponto de chegada; a entrega passa a valer como parte da avaliação.
É isso que explica o calendário da feira: o trimestre inteiro de trabalho e a semana final de acabamento são o projeto, e a feira é a data de entrega.
As professoras foram às escolas municipais antes do evento
Durante a construção da feira, as professoras coordenadoras dos cursos técnicos, Adriana Nascimento da Silva e Mylleyde Fernandes Castorino Ferri, foram às escolas do município para divulgar o evento, apresentar as oportunidades oferecidas pela unidade e explicar como funcionam matrículas e rematrículas.
Nessas visitas, elas destacaram as estruturas e tecnologias da Escola do Futuro de Viana, da qual a unidade faz parte e que se encontra em seu 2º ano de certificação.
Robótica, educação financeira e simulador de trânsito nos estandes
A IV edição contou com apoio de instituições parceiras, que ampliaram as experiências formativas dos estudantes:
- Banco Sicredi — mini palestra sobre educação financeira;
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus de Viana — aplicações de robótica com Lego voltadas à logística;
- Eco101 Capixaba — simulador de impacto, usado em ações educativas sobre segurança no trânsito;
- Centro do Empreendedor e Vigilância Sanitária de Viana — visita aos estandes com orientação sobre boas práticas e qualidade dos serviços expostos.
A orientação da Vigilância Sanitária tem uma razão prática pouco óbvia para quem só circula pela feira: estande que manipula ou vende alimento segue as mesmas exigências básicas de qualquer ponto de venda — higiene das mãos e das superfícies, controle de temperatura, proteção do produto exposto e cuidado com a origem do que é servido. Receber essa orientação no dia é parte do aprendizado do curso.
O público que visitou a escola também teve acesso a serviços básicos de saúde e bem-estar. Brindes enviados pelo Sebrae foram sorteados entre os visitantes.
O que disse quem expôs
A estudante Joyce Soares da Silva, do curso técnico em Logística, participou da feira pela primeira vez e resumiu assim o que levou da experiência:
Participar da Feira de Empreendedorismo pela primeira vez foi uma experiência que mostrou que somos capazes de criar algo real. Pude ver na prática que o empreendedorismo vai além de vender um produto, é sobre trabalho em equipe, responsabilidade e superação.
O relato é de Joyce Soares da Silva, estudante do curso técnico em Logística da EEEFM Nelson Vieira Pimentel.
O que o material divulgado não informa
Alguns dados que interessam a quem pensa em matricular um filho na unidade não constam do material sobre a feira:
- a data exata em que a feira foi realizada e a duração do evento;
- quantos estudantes participaram, quantos estandes foram montados e quantas pessoas visitaram;
- qual o destino do valor arrecadado com a venda dos produtos e serviços;
- se o empreendedorismo é um componente com carga horária própria na grade ou uma atividade dos cursos técnicos de Administração e Logística;
- quais critérios definem a certificação da Escola do Futuro de Viana, hoje em seu 2º ano;
- as datas e a forma de fazer matrícula e rematrícula na unidade, tema levado pelas coordenadoras às escolas municipais.
Quem procura essas informações precisa buscá-las diretamente na secretaria da escola, que é onde matrícula e rematrícula são processadas.
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