O que muda na pena de Bolsonaro com o PL da dosimetria?

Primeiramente, o Senado Federal deu um passo decisivo nesta quarta-feira (17) ao aprovar o projeto que altera as punições dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. De fato, a votação expressiva — 48 votos favoráveis contra 25 contrários — encaminha o texto diretamente para a sanção presidencial.

Consequentemente, a expectativa agora recai sobre a Presidência da República, que decidirá o destino final dessa proposta. Sem dúvida, trata-se de uma das matérias mais controversas do ano legislativo.

Debate acalorado marcou sessão no Senado

O projeto, de autoria do deputado Marcelo Crivella e relatado pelo senador Esperidião Amin, enfrentou intensas discussões tanto na CCJ quanto no plenário. Nesse sentido, um dos maiores impasses envolvia a possibilidade de criminosos violentos serem beneficiados pela redução. Por outro lado, uma emenda do senador Sergio Moro restringiu o alcance exclusivamente aos condenados pelos atos antidemocráticos.

Penas podem cair drasticamente para réus do 8 de janeiro

Em outras palavras, o texto estabelece que múltiplas condenações dentro do mesmo episódio golpista terão dosimetria recalculada. Dessa forma, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a mais de 27 anos pelo STF, poderia ver sua pena em regime fechado reduzida para aproximadamente dois anos, segundo estimativas do relator na Câmara.

Redutor especial para quem agiu em contexto de multidão

Além disso, o projeto cria um mecanismo inédito: participantes sem papel de liderança ou financiamento poderão receber redução de um terço a dois terços da pena. Certamente, essa distinção separa manifestantes comuns dos organizadores do movimento golpista.

Progressão de regime ficará mais acessível aos condenados

A proposta também altera a Lei de Execução Penal. Assim sendo, réus primários precisarão cumprir apenas um sexto da pena em regime fechado, independentemente da natureza violenta do crime. Portanto, reincidentes cumprirão 20%, percentual inferior aos 30% vigentes atualmente.

Trabalho em prisão domiciliar passa a reduzir pena

Finalmente, outro avanço significativo permite que detentos em regime domiciliar utilizem o trabalho como instrumento de remição. Até então, apenas atividades de estudo possibilitavam essa redução. Isto é, o projeto amplia consideravelmente as ferramentas de abreviação do cumprimento penal.

O relator Amin classificou a medida como primeiro passo rumo a uma futura anistia, afirmando que as condenações originais foram desproporcionais. Em contraste, opositores alertam para os riscos de enfraquecer a responsabilização pelos atos antidemocráticos.

Fonte: Agência Senado

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