Primeiramente, uma decisão inédita promete transformar a realidade educacional de comunidades camponesas no Espírito Santo. A Secretaria da Educação (Sedu) publicou, nesta segunda-feira (05), as Diretrizes Operacionais das Escolas de Assentamentos da Reforma Agrária no Diário Oficial do Estado.
De fato, o documento representa um marco institucional que reconhece oficialmente a trajetória de lutas e saberes das populações assentadas. Dessa forma, a educação do campo passa a contar com normas específicas que garantem equidade e respeito às particularidades desses territórios.
Construção coletiva marca processo histórico
Segundo o secretário Vitor de Angelo, as diretrizes nasceram do diálogo permanente com comunidades e movimentos sociais. Em outras palavras, não se trata apenas de uma normativa técnica, mas do reconhecimento de que ensinar no campo exige abordagem diferenciada. Consequentemente, essas unidades escolares passam a integrar as políticas públicas da modalidade de educação do campo capixaba.
Escola enraizada no território reduz evasão
Por outro lado, um dos princípios centrais estabelece que todas as etapas da Educação Básica sejam ofertadas nas próprias comunidades. A gerente Aline de Freitas explica que o deslocamento entre assentamentos só ocorrerá em situações excepcionais, sempre com anuência da comunidade. Nesse sentido, preservar vínculos territoriais e culturais fortalece a identidade dos estudantes e combate o abandono escolar.
Agroecologia e saberes tradicionais na sala de aula
Além disso, as diretrizes valorizam metodologias próprias da educação do campo. Certamente, práticas como agroecologia, organização coletiva e trabalho como princípio educativo representam um modo singular de ensinar. Ou seja, os saberes construídos historicamente nos assentamentos agora possuem respaldo institucional.
Implementação começa no ano letivo de 2026
Assim sendo, com a aprovação pelo Conselho Estadual de Educação, a Sedu assume o compromisso de fortalecer infraestrutura e alimentação escolar nessas unidades. Portanto, as novas normas orientarão toda a organização educacional do campo capixaba. Finalmente, a expectativa é que, a partir de 2026, essas comunidades experimentem avanços concretos, reafirmando a educação como direito universal e indiscutível.
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