
A segunda quinzena de fevereiro de 2026 concentrou uma sequência explosiva de embates institucionais que colocaram em rota de colisão partidos, tribunais e o próprio governo federal. Primeiramente, o Carnaval serviu como estopim para disputas judiciais inéditas envolvendo desfiles na Sapucaí, robôs em redes sociais e ações no Tribunal Superior Eleitoral.
Além disso, decisões polêmicas do Supremo Tribunal Federal e revelações sobre supersalários no funcionalismo público ampliaram o clima de tensão política no país. De fato, raramente tantos fronts se abriram simultaneamente no cenário institucional brasileiro.
Robôs Digitais Inflaram Apoio Após Homenagem Carnavalesca
Uma análise técnica identificou a atuação massiva de perfis automatizados que amplificaram mensagens de apoio ao presidente Lula logo após homenagens realizadas durante os desfiles de Carnaval. Consequentemente, o PL protocolou uma representação no TSE solicitando investigação sobre o desfile considerado propaganda irregular.
Em contraste, o governo federal reagiu às críticas classificando-as como tentativa de censura cultural. A equipe governamental chegou a avaliar, por outro lado, a possibilidade de acionar o próprio TSE contra opositores que questionaram a legitimidade da manifestação artística.
Senador Lindbergh Entra em Confronto com Oposição
Nesse sentido, o senador Lindbergh Farias formalizou uma ação no TSE contra Gilson Machado e Flávio Bolsonaro, intensificando a judicialização do debate carnavalesco. Ou seja, o que começou como polêmica cultural rapidamente se transformou em batalha jurídica com múltiplos atores.
Paralelamente, o ministro Gilmar Mendes elogiou publicamente a atuação do STF ao comentar uma reportagem favorável ao governo, o que gerou novas ondas de críticas sobre a imparcialidade do Judiciário.
Inquérito das Fake News Pode Durar Até 2027
Certamente uma das revelações mais impactantes da semana veio do ministro Alexandre de Moraes, que sinalizou a extensão do controverso inquérito das fake news até 2027. Dessa forma, a investigação completaria quase uma década de tramitação, alimentando o debate sobre seus limites constitucionais.
Adicionalmente, Moraes determinou que a Polícia Federal intimasse o presidente da Unafisco por declarações críticas ao Supremo. Sem dúvida, a medida reacendeu preocupações sobre liberdade de expressão e os limites do poder judicial.
Supersalários e Sobrepreço Expõem Gastos Públicos
No campo fiscal, levantamentos revelaram que supersalários no serviço público ultrapassaram R$ 3 milhões acumulados em apenas 12 meses. Por exemplo, a CGU também detectou indícios de sobrepreço em uma ponte reconstruída pelo Dnit, reforçando questionamentos sobre a gestão de recursos federais.
Assim sendo, o Ministério Público Federal trouxe um contraponto inesperado ao arquivar a acusação de genocídio contra o ex-presidente Bolsonaro, decisão que surpreendeu tanto aliados quanto adversários políticos.
Caso Master e Tensões nos Bastidores do Poder
Finalmente, o Senado negou acesso aos registros de entrada do empresário Vorcaro no contexto do Caso Master, enquanto o ministro Nunes Marques decidiu que o mesmo não seria obrigado a depor na CPMI do INSS. Isto é, as investigações parlamentares enfrentaram obstáculos significativos vindos do próprio Judiciário.
Em suma, fevereiro de 2026 consolidou-se como um dos meses mais turbulentos da política nacional recente. A convergência de disputas eleitorais antecipadas, tensões entre poderes e escândalos fiscais indica que o ano político brasileiro promete embates ainda mais intensos nos próximos meses.
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