
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma proposta de transição no Bolsa Família. Ela permitiria ao beneficiário buscar renda fora do programa por 2 anos sem perder o direito ao benefício.
Pela proposta, quem aceitar emprego com carteira assinada ou abrir um negócio próprio manteria a proteção do programa durante esse período. Caso não consiga se manter no mercado formal, o retorno ao benefício seria automático.
Marques afirmou que a ideia central é evitar que as famílias fiquem “presas para sempre” ao programa. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade”, declarou.
A coordenadora apontou a Caixa e o Banco do Nordeste como pilares de crédito para pequenos empreendedores nesse processo. “A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito”, disse Marques.
Plano de reestruturação de dívidas e corte de privilégios
A proposta também inclui um plano emergencial para reestruturar dívidas. Conforme Marques, as famílias teriam carência de 6 meses, enquanto micro e pequenas empresas contariam com 12 meses. “Esse plano emergencial vai permitir que famílias tenham carência de seis meses para reestruturar suas dívidas, assim como as micro e pequenas empresas terão carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento”, detalhou.
A coordenadora afirmou que Flávio não pretende cortar programas sociais nem aposentadorias. Por outro lado, ela indicou que os cortes recairiam sobre privilégios em Brasília. “Não iremos (cortar programas sociais). Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais”, disse.
Marques afirmou ainda que o chamado “tesouraço” prometido pela campanha seria direcionado a impostos e burocracia. “O Brasil é um inferno para abrir um negócio”, concluiu. Ao mesmo tempo, ela defendeu o ajuste das contas públicas como caminho para reduzir os juros reais e aliviar o endividamento de famílias e empresas.
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