A Secretaria da Educação (Sedu) publicou no dia 16 de abril de 2025 o Edital nº 20/2025, que abriu um Processo Seletivo Simplificado para escolher os materiais do II Caderno Orientador de Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER). A seleção foi dirigida a profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino e reuniu experiências já aplicadas nas escolas capixabas, com o objetivo de reunir esse acervo em um caderno digital para toda a rede estadual.
O que o edital pedia de quem quisesse participar
Edital é o documento que fixa as regras de uma seleção pública: define quem pode se inscrever, o que precisa ser enviado, em qual prazo e por qual canal. No caso do Edital nº 20/2025, o material solicitado não era um projeto novo, e sim o relato de algo que já havia acontecido — ou estava acontecendo — dentro da escola.
- Quem podia se inscrever: profissionais da Rede Pública Estadual de Ensino.
- Prazo: as inscrições foram aceitas até o dia 18 de maio de 2025.
- O que era preciso enviar: a descrição de experiências pedagógicas e de ações de gestão escolar realizadas em 2023 e 2024, ou em andamento em 2025.
- Qual o foco: a valorização das identidades negras e indígenas e a luta contra o racismo.
- Como participar: pelo preenchimento de um formulário on-line.
O envio das propostas era feito pelo formulário on-line indicado no edital, onde o profissional descrevia a prática desenvolvida. O prazo se encerrou em maio de 2025 e a etapa de inscrições já está fechada.
O que é o Caderno Orientador de ERER
ERER é a sigla usada pela Sedu para Educação para as Relações Étnico-raciais, o conjunto de práticas que a rede adota para tratar em sala de aula da história e da cultura dos povos negros e indígenas e do enfrentamento ao racismo. O caderno orientador é o material que organiza essas práticas em um documento único, para que uma experiência criada em uma escola possa ser consultada e adaptada pelas demais.
Este é o segundo volume da publicação, que leva o título “Sawabona: Práticas Pedagógicas e Escritas de Resistência”. A gerente de Educação Antirracista, do Campo, Indígena e Quilombola (Geaciq), Aline de Freitas, explicou que os materiais selecionados formariam um caderno digital de referência para a implementação da ERER em todas as escolas da rede estadual.
A saudação africana que dá nome à publicação
“O termo Sawabona, que intitula o caderno, é uma saudação de origem africana que significa ‘eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim’. O título reflete a essência da proposta: acolher e dar visibilidade às vozes que constroem, diariamente, práticas educativas que celebram a diversidade e enfrentam o racismo estrutural com conhecimento, sensibilidade e resistência”, frisou a gestora.
Quem foi selecionado saiu em agosto
Encerrado o prazo, a Sedu analisou os trabalhos enviados e publicou a lista dos escolhidos meses depois. Quem se inscreveu ou acompanha o processo pode verificar o desfecho na divulgação do resultado preliminar dos selecionados do II Caderno Orientador de ERER, publicada em 21 de agosto de 2025.
Uma coleção de cadernos, e não um material isolado
O Sawabona não foi a única publicação do tipo produzida pela Sedu no período. Antes dele, a secretaria já havia lançado o caderno metodológico sobre Respeito e Valorização da Pessoa Idosa, e, depois da abertura deste edital, apresentou o Caderno Metodológico sobre Povos e Comunidades Tradicionais. Cada um segue a mesma lógica: transformar o que já é feito nas escolas em material de consulta para os professores da rede.
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