Primeiramente, é preciso reconhecer um fato incontestável: a inteligência artificial já não representa apenas uma promessa tecnológica. De fato, ela se consolidou como alicerce operacional para empresas que buscam crescimento exponencial no mercado brasileiro.
Nesse sentido, a trajetória da BankMe ilustra com precisão essa revolução. A fintech paranaense, fundada em Londrina, conseguiu multiplicar sua capacidade de atendimento em mais de 16 vezes ao adotar IA como pilar estratégico central.
Crédito aprovado em 10 minutos com algoritmos
Anteriormente, a análise de crédito na empresa demandava até 48 horas. Consequentemente, o gargalo operacional limitava o crescimento. A solução veio por meio de modelos preditivos e aprendizado de máquina, que passaram a cruzar dados comportamentais e históricos financeiros em tempo real.
Ou seja, o que antes exigia intervenção humana demorada agora acontece de forma automatizada. Dessa forma, perfis de risco tornaram-se significativamente mais precisos, permitindo aprovações responsáveis e produtos personalizados, como limites dinâmicos e recomendações automáticas de refinanciamento.
Mentalidade de negócio, não apenas tecnologia
Segundo o CEO Tiago Eik, a verdadeira virada aconteceu quando a equipe compreendeu que IA é mentalidade de negócio. Em outras palavras, a tecnologia passou a orientar decisões estratégicas, não apenas processos técnicos. Assim sendo, custos operacionais caíram, margens ampliaram e a equipe foi liberada para focar em inovação.
Além disso, a empresa firmou parcerias com instituições como o MIT e universidades locais, formando talentos em dados e tecnologia. Certamente, esse movimento fortaleceu o ecossistema regional de startups.
Inovar fora dos grandes centros é possível
Por outro lado, a BankMe também desafia um paradigma geográfico. Tiago ressalta que o Brasil possui talento e criatividade suficientes para competir globalmente, independentemente da localização. Portanto, estar fora de São Paulo ou do Vale do Silício não representa limitação.
Finalmente, dados da McKinsey e da IBM revelam que mais de 70% das empresas brasileiras já implementam IA em algum nível. No entanto, lacunas de capacitação persistem. Sem dúvida, profissionais e organizações que investirem em formação prática terão vantagem decisiva nessa corrida tecnológica.
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