A EEEFM Teófilo Paulino, em Domingos Martins, realizou duas ações voltadas à cultura, à arte e à continuidade dos estudos: o Festival Literário e Cultural POLIFLIC, organizado em comemoração ao Dia da Língua Portuguesa, e visitas de integração em que alunos do 9º ano de escolas municipais da região conheceram a rotina e as oportunidades da escola estadual.
O festival foi inspirado nas obras do programa Aventuras Literárias do 3º trimestre e reuniu exposições de trabalhos interdisciplinares, apresentações artísticas e atividades culturais que movimentaram a comunidade escolar.
Arte e Matemática no mesmo trabalho
Entre os destaques da programação esteve um projeto que juntou Arte e Matemática. Os estudantes produziram releituras de obras consagradas — ou seja, reinterpretações feitas a partir de uma obra já existente, com técnica e materiais próprios de quem refaz. No caso, o material foi a própria matemática: cada participante recebeu um pedaço de uma pintura e o preencheu com um elemento matemático.
Cada estudante recebeu um fragmento de uma obra e eles pintaram com um elemento da matemática. O resultado foi a produção de obras lindíssimas que estão expostas nos mais diversos espaços da escola
A explicação é do professor de Matemática Gilberto de Paiva.
O que mais entrou na programação do POLIFLIC
Além do projeto de Arte e Matemática, o festival teve exposição de máscaras africanas, sarau sobre as Vozes Negras, mostra sobre o Espírito Santo, peças teatrais e oficinas.
Importante ressaltar que este evento valorizará o fazer pedagógico, fortalecendo e enfatizando todos os aspectos da aprendizagem
A avaliação é da coordenadora pedagógica Bernadete Gama Gomes Poeys.
Por que a escola recebe quem está no 9º ano
Em paralelo ao festival, a unidade recebeu estudantes do 9º ano das Escolas Municipais Mariano Ferreira de Nazareth e Eugênio Pinto Santanna. O 9º ano é a última etapa do ensino fundamental: quem o conclui em escola municipal precisa procurar, para o ensino médio, uma unidade que ofereça essa etapa — no ensino público, em geral uma escola da rede estadual. É essa passagem de uma rede para a outra que as visitas de integração tentam encurtar, mostrando antes o lugar onde o estudante pode continuar.
Na visita, os alunos foram recepcionados pelos Jovens Acolhedores — estudantes da própria escola que recebem os visitantes e conduzem as dinâmicas —, participaram das atividades e conheceram de perto como funcionam o tempo integral e as eletivas. Tempo integral é a jornada ampliada, com o estudante mais horas por dia na escola; eletivas são disciplinas que o próprio estudante escolhe dentro do que a unidade oferece, ao lado das obrigatórias.
Nosso objetivo é que os estudantes do 9º ano das Escolas Municipais deem continuidade aos estudos fazendo o Ensino Médio em nossa escola. Nosso compromisso é pela educação e que todos os meninos e meninas tenham a oportunidade de dar continuidade nos seus estudos até chegar na graduação, não desistindo de estudar.
A declaração é da coordenadora pedagógica Bernadete Gama Gomes Poeys.
Quem acolheu também falou da experiência:
Fiquei muito feliz quando acolhi os estudantes do Mariano. Eu conheço alguns dos estudantes de lá e eles gostaram da nossa escola
O relato é de um dos estudantes que atuaram como Jovens Acolhedores. Outro, que fazia o acolhimento pela primeira vez, completou:
Esta foi a primeira vez que realizei acolhimento. Foi muito legal falar da nossa escola para eles. Eles ficaram encantados com o tamanho dela e com a possibilidade de poder estudar de manhã ou de tarde
O que a família pode fazer em casa para aproximar a criança da leitura
Ação de escola rende mais quando encontra alguma continuidade em casa. Não há fórmula, e o que se pede da família é menos do que costuma parecer — nada aqui exige dinheiro, tempo longo ou conhecimento técnico:
- Deixe a criança escolher o título. Gibi, livro de piada, manual de jogo e revista contam como leitura. A escolha própria é o que faz o segundo livro acontecer.
- Leia em voz alta, mesmo com quem já sabe ler. Ouvir alguém ler é diferente de decifrar sozinho, e continua valendo depois da alfabetização.
- Combine um horário curto e fixo. Dez minutos antes de dormir, todo dia, funcionam melhor do que uma hora esporádica no fim de semana.
- Converse em vez de cobrar. Pergunte de que parte a criança gostou ou o que faria no lugar do personagem. Transformar a leitura em prova de resumo costuma afastar.
- Deixe o material ao alcance. Livro em prateleira alta é livro que não se lê. Perto do sofá ou da cama, é lido.
- Aceite a releitura. Repetir o mesmo livro dez vezes não é atraso: é como a criança ganha segurança no texto.
- Leia na frente dela. Criança que vê adulto lendo entende a leitura como coisa de gente grande também — e não só como tarefa de escola.
- Aproveite o que já existe na casa. Rótulo, bula, receita, placa de rua e legenda de filme são texto e servem para praticar sem cerimônia.
Vale lembrar que o acesso ao livro não depende de compra. Escolas públicas mantêm acervo próprio, e parte das bibliotecas escolares atende também a comunidade do entorno — a regra de uso e de empréstimo varia de unidade para unidade, e quem informa é a própria escola, na secretaria ou na direção. Perguntar custa uma ligação.
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