Estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) São Domingos pesquisaram, montaram e apresentaram, dentro da própria escola, um Festival Multicultural em São Domingos do Norte dedicado aos povos e às regiões que formaram o país. O tema adotado foi Brasil: da origem à contemporaneidade. O material divulgado sobre a atividade não diz em que dia ela aconteceu, quantos estudantes participaram nem se houve visitação aberta às famílias e à comunidade — e também não anuncia nova edição.
O que o festival multicultural em São Domingos do Norte apresentou
A parte central da montagem foram tendas típicas. Em cada uma, os grupos expuseram hábitos, roupas tradicionais, pratos e figuras de destaque ligadas a um povo ou a uma região. O material não informa quantas tendas foram erguidas, como os temas foram distribuídos entre as turmas nem quais personalidades entraram na seleção de cada grupo.
Ao lado das tendas, ficou montada uma mostra com peças que saíram das mãos dos próprios estudantes. Entre elas estavam infográficos sobre cada cultura e cada região trabalhada — cartazes que combinam texto curto com desenho, mapa ou gráfico para explicar um assunto de relance, formato que obriga quem monta a resumir a pesquisa antes de expor.
Os povos e as regiões que entraram no roteiro
A escola informou que o percurso montado pelos estudantes reuniu elementos de culturas de origens distintas e, em paralelo, tratou das particularidades de cada região brasileira. Na relação divulgada aparecem:
- Culturas trabalhadas: indígena, portuguesa, africana, italiana, alemã, espanhola, japonesa, pomerana e árabe.
- Regiões trabalhadas: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
O material não explica por que essas origens foram as escolhidas, se alguma delas tem presença registrada no município ou na região da escola, e não descreve o que cada grupo apresentou em separado. Também não diz se houve consulta a moradores, a famílias de estudantes ou a pessoas dessas comunidades durante a pesquisa.
O que significa a atividade ter sido interdisciplinar
O festival é descrito como uma atividade interdisciplinar. Na prática, isso quer dizer que várias disciplinas trabalharam ao mesmo tempo sobre um único objeto — aqui, as culturas que compõem a população brasileira — em vez de cada aula tratar o assunto isoladamente e sem conexão com as outras.
Segundo a escola, foram mobilizados todos os profissionais de duas frentes do currículo: Ciências Humanas e Linguagens e suas tecnologias, que agrupam disciplinas afins em grandes áreas. O material não lista quais disciplinas entraram em cada etapa, não nomeia professores ou coordenadores responsáveis pela organização e não informa se o trabalho valeu como avaliação no bimestre.
Outro termo usado pela escola é multiculturalismo, que designa a convivência de culturas de origens diferentes dentro de uma mesma sociedade — a ideia que o roteiro do festival procurou pôr diante dos estudantes.
A avaliação de uma estudante que participou
“Foi muito diferente de tudo o que já vivenciei na escola. E o melhor foi poder mergulhar na pesquisa e descobrir mais sobre as diversas culturas. Com certeza esse momento vai ficar marcado na minha vida escolar!”
A avaliação é de uma estudante da EEEFM São Domingos que participou da montagem, em depoimento divulgado junto com o registro da atividade. É a única fala de participante no material.
Por que o nome da estudante não aparece nesta matéria
A fala foi mantida na íntegra, mas sem o nome de quem a deu. É uma escolha editorial, não falha de apuração: estudante da educação básica não é identificado aqui, ainda que o órgão de origem publique o nome e ainda que o contexto seja elogioso. Nome somado a escola, município e turma aponta uma pessoa dentro de um grupo pequeno, e esse registro fica indexado na internet por tempo indeterminado. Quando o nome é o próprio fato — alguém eleito para representar o município, por exemplo —, ele fica. Aqui, a função descreve tudo o que a fala precisa. No material não há nome de professor ou coordenador, que permaneceria no texto por responderem pela iniciativa como profissionais.
O que a escola avalia e o que o material não informa
A avaliação da atividade partiu da própria escola, que a apresenta como oportunidade de aprendizado sobre a história cultural do país e como reforço ao respeito entre origens diferentes. É a leitura de quem organizou o evento: o material não traz avaliação de estudantes além da citação acima, nem de famílias, nem de qualquer instância externa à escola.
Fica de fora do que foi divulgado:
- a data e a duração do festival, e se ele ocupou um turno, um dia ou mais;
- o número de estudantes envolvidos e as séries que participaram;
- se houve público externo — famílias, moradores, outras escolas — ou se a apresentação foi interna;
- quem coordenou a organização e quanto tempo durou a fase de pesquisa;
- o destino dos infográficos e das peças depois da exposição.
Sobre a continuidade, o material trata o festival como projeto já realizado e não anuncia repetição. Não há, no que foi divulgado, indicação de que a atividade integre um calendário fixo da escola ou de que uma próxima edição esteja marcada — quem quiser saber se haverá nova edição precisa procurar a própria unidade, já que nenhum canal de atendimento foi informado junto com o registro.
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