Uma operação policial deflagrada na manhã dessa segunda-feira (29) trouxe à tona um esquema de desvio de recursos em uma instituição financeira pública. Primeiramente, agentes da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Centro de Linhares, no Espírito Santo.
A ação contou com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e foi acompanhada por representantes da OAB – Seccional Espírito Santo, uma vez que o investigado é advogado. De fato, a presença da entidade garantiu o cumprimento das prerrogativas profissionais durante toda a diligência.
Advogado e ex-bancário é alvo da investigação
O suspeito, de 44 anos, atuou anteriormente como funcionário do banco público em questão. Dessa forma, ele teria utilizado o conhecimento interno da instituição para arquitetar o desvio de valores. Além disso, conforme apurado no inquérito policial, os recursos eram canalizados por meio de uma empresa registrada em nome de familiares do investigado.
Em outras palavras, o núcleo familiar do suspeito servia como fachada para ocultar a movimentação financeira ilícita. Consequentemente, os crimes investigados incluem peculato-desvio, tipificação penal grave que envolve a apropriação de recursos públicos por agente que tem acesso privilegiado a eles.
Ameaças a testemunhas motivaram a prisão
Por outro lado, a situação se agravou consideravelmente ao longo das apurações. Nesse sentido, os investigadores reuniram indícios robustos de que o advogado passou a constranger, ameaçar e coagir testemunhas envolvidas no caso. Assim sendo, a Justiça decretou sua prisão preventiva para garantir a integridade do processo.
Certamente, a conduta configurou o crime de coação no curso do processo, o que tornou a custódia cautelar indispensável. Portanto, o investigado não responde apenas pelo desvio financeiro, mas também pela tentativa de obstruir a investigação.
Próximos passos da investigação em Linhares
Após o cumprimento das ordens judiciais, o preso foi conduzido à sede da Deccor para os procedimentos legais cabíveis. Posteriormente, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Finalmente, as autoridades informaram que a análise do material apreendido durante a operação já está em andamento. Sem dúvida, os documentos e dispositivos recolhidos poderão revelar a real dimensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos no desvio de recursos públicos.
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