Primeiramente, é preciso encarar uma verdade incômoda: a vaidade na liderança não produz grandeza — produz solidão corporativa. De fato, gestores que precisam ser o centro de tudo acabam construindo ilhas, não impérios.
Consequentemente, os profissionais mais talentosos abandonam esses ambientes. O que resta, portanto, é um grupo de pessoas que aprendeu a concordar em silêncio, sem jamais questionar ou inovar.
Quando a vaidade substitui a escuta ativa
Certamente, equipes de alto rendimento dependem de diálogo franco e honesto. Em contraste, líderes dominados pelo ego transformam reuniões em monólogos disfarçados. Nesse sentido, ninguém ousa discordar, propor alternativas ou apontar riscos.
Além disso, cada tentativa de feedback é interpretada como ataque pessoal. Ou seja, a equipe aprende rapidamente que o conforto emocional do chefe vale mais que a verdade. Dessa forma, a cultura de melhoria contínua morre sem fazer barulho.
Os pontos cegos que ninguém ousa revelar
Por outro lado, gestores autocentrados carregam os piores pontos cegos da organização. Sem dúvida, eles não enxergam erros estratégicos porque ninguém mais se arrisca a sinalizá-los. Assim sendo, desastres previsíveis se tornam inevitáveis.
Em outras palavras, a empresa caminha para o precipício enquanto todos observam calados. Isto é, o ego do líder se transforma na barreira mais intransponível da companhia.
Crédito roubado afasta quem realmente entrega
Por exemplo, a equipe resolve problemas complexos, mas quem aparece é o gestor. Consequentemente, profissionais excepcionais recusam encolher para caber na insegurança alheia e simplesmente partem.
Dessa forma, sobra um time mediano liderado por alguém que se considera extraordinário. Certamente, esse é o paradoxo mais destrutivo da gestão moderna.
Liderança madura coloca o time no centro
Finalmente, alta performance exige que o líder seja arquiteto, não protagonista. Nesse sentido, o verdadeiro sucesso está em construir equipes que funcionam de forma autônoma — e essa, sem dúvida, é a marca da grandeza na liderança.
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