Fake news: estudos revelam que animais também espalham desinformação – Portal Cães e Gatos

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A circulação de informações falsas não é exclusividade das redes sociais humanas. Estudos em comunicação biológica indicam que sinais enganosos existem há milhões de anos e aparecem em diferentes grupos de seres vivos, de bactérias a aves e mamíferos marinhos.

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Nesse contexto, a desinformação não é tratada apenas como erro, mas como parte estrutural das interações sociais na natureza. Ao observar esses comportamentos, cientistas identificam padrões previsíveis, que ajudam a entender por que a desinformação também surge de forma recorrente entre humanos.

O que é desinformação na natureza?

Na biologia, a desinformação é definida como qualquer sinal social que transmite uma mensagem imprecisa, exagerada ou falsa, alterando o comportamento de outros indivíduos. Isso pode incluir alarmes de perigo sem ameaça real, indicações equivocadas de rota ou estímulos químicos que provocam respostas desnecessárias.

Esses sinais enganosos podem surgir tanto por erro de interpretação do ambiente quanto por estratégias deliberadas. Por isso, falar de desinformação na natureza envolve comunicação, seleção natural e disputa por recursos.

Em muitos casos, a “mentira” traz ganhos claros, como maior acesso a alimento, aumento das chances de reprodução ou redução de riscos imediatos. No entanto, também há custos coletivos, já que sinais verdadeiros podem passar a ser ignorados.

Por esse motivo, os sistemas naturais tendem a se equilibrar. Mecanismos de checagem, punição social ou simples desatenção a indivíduos pouco confiáveis ajudam a manter o funcionamento do grupo. Assim, a comunicação funciona como um verdadeiro “mercado de informação”, no qual credibilidade, reputação e experiência pesam tanto quanto a mensagem.

Fake news biológicas: o que a ciência já observou?

Embora o termo fake news seja associado ao ambiente digital, a natureza oferece exemplos bastante semelhantes. Um dos mais conhecidos envolve o chapim-real (Parus major), pequeno pássaro europeu que emite chamados de alarme em áreas de alimentação.

Pesquisas mostram que uma parte significativa desses alertas não corresponde a ameaças reais. Muitas vezes, o sinal surge por engano, como reação a sombras ou movimentos inesperados na vegetação.

Em outros casos, há indícios de uso intencional do alarme falso para afastar competidores e garantir acesso exclusivo à comida. O benefício imediato para quem engana é claro, mas o sistema continua funcionando porque ignorar um alerta verdadeiro pode ser fatal.

Quando um indivíduo exagera nos alarmes falsos, os demais passam a ignorá-lo gradualmente. Isso revela a existência de um controle social, que limita o impacto da desinformação no grupo.

Outras formas de desinformação entre animais

A comunicação enganosa não se restringe às aves. Em colônias de bactérias, sinais químicos coordenam defesas coletivas e a formação de biofilmes. Algumas linhagens emitem esses sinais fora de contexto, forçando outras a gastar energia antes do necessário.

Mesmo em organismos microscópicos, a lógica se repete: quem manipula o tempo e o contexto da informação pode obter vantagem competitiva.

Entre vertebrados sociais, pesquisadores também observam a reprodução de informações desatualizadas por tradição. Baleias e golfinhos, por exemplo, podem seguir rotas migratórias que se tornaram perigosas devido a mudanças climáticas ou atividades humanas.

Ainda assim, esses animais continuam confiando em líderes experientes, priorizando a autoridade social em vez da checagem direta do ambiente. Nesse caso, a “força do costume” atua como uma forma de desinformação herdada.

Esses exemplos mostram que tradição, hierarquia e confiança são elementos centrais para entender como sinais enganosos surgem, se mantêm e influenciam o comportamento animal — e ajudam a lançar luz sobre fenômenos semelhantes na sociedade humana.

Fonte: Correio Braziliense, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre desinformação no mundo animal 

Animais realmente “mentem”?

Em alguns casos, sim. Certos sinais enganosos parecem ser usados de forma estratégica para obter vantagens.

A desinformação prejudica os grupos animais?

Pode prejudicar, mas costuma haver mecanismos naturais que limitam seus efeitos.

Esses estudos ajudam a entender fake news humanas?

Sim. Eles mostram que desinformação, confiança e reputação são fenômenos antigos e universais.

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