Primeiramente, imagine que a desinformação surgiu muito antes da internet. De fato, pesquisas científicas comprovam que seres vivos manipulam sinais sociais há milhões de anos para obter vantagens sobre seus pares.
Além disso, esse fenômeno atravessa toda a escala biológica. Ou seja, de bactérias microscópicas a grandes mamíferos marinhos, a natureza desenvolveu suas próprias versões de fake news, com consequências surpreendentemente parecidas às que observamos na sociedade humana.
Como funciona a mentira no reino animal
Na biologia, desinformação animal significa qualquer sinal que transmite mensagens falsas ou exageradas. Por exemplo, alarmes de perigo inventados, rotas equivocadas e estímulos químicos desnecessários. Consequentemente, outros indivíduos alteram seu comportamento com base em dados incorretos.
Nesse sentido, essas estratégias enganosas geram benefícios claros para quem as pratica. Certamente, maior acesso a alimento e melhores chances reprodutivas estão entre as principais recompensas. Por outro lado, o grupo inteiro sofre quando sinais verdadeiros passam a ser ignorados.
Pássaros europeus são mestres da enganação
O chapim-real europeu é um caso emblemático. Dessa forma, pesquisadores documentaram que essa ave emite alertas falsos de predadores em áreas de alimentação. Em outras palavras, o pássaro afasta competidores para comer sozinho. Entretanto, quando exagera nas mentiras, o bando gradualmente deixa de acreditar nele.
Assim sendo, existe um mecanismo natural de checagem social que limita os efeitos da desinformação, funcionando como um verdadeiro sistema de reputação.
Bactérias e baleias também participam do jogo
Sem dúvida, até organismos microscópicos praticam manipulação informacional. Determinadas bactérias emitem sinais químicos fora de contexto, forçando colônias inteiras a desperdiçar energia. Isto é, a lógica competitiva da desinformação opera mesmo entre seres unicelulares.
Em contraste, baleias e golfinhos enfrentam outro tipo de problema. Portanto, esses mamíferos seguem rotas migratórias obsoletas transmitidas por líderes experientes, mesmo quando tais caminhos se tornaram perigosos. A tradição, nesse caso, funciona como desinformação herdada.
O que isso ensina sobre fake news humanas
Finalmente, esses estudos revelam que confiança, hierarquia e reputação são elementos universais na propagação de informações falsas. De fato, compreender como a natureza equilibra verdade e engano oferece perspectivas valiosas para combater a desinformação digital que desafia nossa sociedade contemporânea.
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