
A Sapucaí se transformou em arena de disputas ideológicas durante o Carnaval de 2026, provocando reações intensas de diferentes espectros políticos. Vaias direcionadas ao presidente Lula durante os desfiles evidenciaram que a polarização brasileira não tira folga nem durante a maior festa popular do país. Dessa forma, o que deveria ser celebração cultural acabou gerando controvérsias que ultrapassaram os limites da avenida.
Primeiramente, uma escola de samba decidiu homenagear o presidente em seu enredo, o que desencadeou uma avalanche de críticas e questionamentos jurídicos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a homenagem como “propaganda descarada”, enquanto o senador Flávio Bolsonaro anunciou que acionaria o TSE por possível propaganda antecipada.
TSE pode investigar propaganda eleitoral no samba
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que analisará se o desfile configurou propaganda política antecipada. De fato, a iniciativa de Flávio Bolsonaro ganhou força quando o relator da CPMI do INSS descreveu a homenagem como “exaltação à corrupção”. Consequentemente, o caso ganhou proporções que ninguém esperava para uma noite de Carnaval.
Por outro lado, a própria escola de samba alegou sofrer perseguição política após as críticas. Em contraste com a narrativa de seus opositores, a agremiação se posicionou como vítima de ataques ideológicos. Além disso, revelações sobre o presidente da escola — réu pela morte de uma menina de 11 anos — adicionaram mais combustível à polêmica.
Janja recuou do desfile temendo repercussão negativa
Outro fato que chamou atenção foi a desistência de Janja, esposa de Lula, de desfilar na Sapucaí. Segundo apuração jornalística, o receio de enfrentar críticas públicas motivou a decisão. Nesse sentido, até mesmo o núcleo mais próximo do presidente reconheceu o clima hostil presente na avenida.
Certamente, a imagem do vice-presidente do PT posando ao lado de um conhecido bicheiro durante os desfiles também gerou constrangimento para o partido. Ou seja, os bastidores da Sapucaí produziram tantas manchetes quanto o próprio espetáculo.
Gastos públicos no Carnaval alimentam polêmica
Sem dúvida, a questão financeira intensificou o debate. O governo da Bahia triplicou o patrocínio destinado a um bloco carnavalesco ligado a uma ministra de Lula, elevando o valor para R$ 1 milhão. Assim sendo, críticos questionaram o uso de recursos públicos para financiar festividades com viés político.
No campo pessoal, Michelle Bolsonaro informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou um pico de pressão. Isto é, enquanto a política dominava a Sapucaí, o ministro Alexandre de Moraes autorizava a visita do deputado Derrite ao ex-presidente.
Escola homenageada corre risco de rebaixamento
Em uma ironia que não passou despercebida, a agremiação que protagonizou a homenagem a Lula figurava entre as favoritas ao rebaixamento. Por exemplo, analistas carnavalescos apontaram falhas técnicas no desfile que poderiam custar a permanência no grupo especial.
Finalmente, o episódio revelou que a divisão política brasileira permeia absolutamente todas as esferas sociais. O Carnaval de 2026 ficará marcado não apenas pelos sambas-enredo, mas sobretudo por demonstrar que, no Brasil atual, até a folia se tornou campo de batalha ideológica. A pergunta que permanece é: existe algum espaço que a polarização ainda não alcançou?
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