Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Professor Pedro Simão, no município de Alegre, participaram na quinta-feira (03) de uma roda de conversa com o tema “Os Desafios da Diversidade Cultural”. O encontro tratou de equidade, inclusão e combate à discriminação racial no ambiente escolar, e teve como exemplo central a realidade de países do continente africano.
A escola é da rede estadual e atende turmas de ensino fundamental e médio. A roda de conversa é um formato em que os participantes se organizam em círculo e todos podem falar, no lugar da aula expositiva, o que abre espaço para relatos e perguntas dos próprios alunos. Quem relatou como foi o encontro foi a professora de Projetos Empreendedores, Elissandra Tristão Pinto. A atividade foi divulgada pela Sedu.
Angola foi o caso concreto levado para a sala
Segundo a professora, os estudantes tiveram acesso durante o encontro a relatos e informações sobre diversidade cultural e étnico-racial. A conversa não ficou no plano genérico: partiu de um país específico, com dados sobre como vive a população de lá.
“Um dos focos da discussão foi a realidade de países do continente africano, com destaque para Angola, suas tradições culturais, suas lutas, os obstáculos enfrentados — principalmente no campo da educação — e os aspectos relacionados aos direitos, costumes e crenças de seu povo”, destacou a professora Elissandra Tristão Pinto.
Os pontos que ela cita dão a medida do que foi discutido: tradições culturais, lutas, obstáculos enfrentados na educação, direitos, costumes e crenças. Angola fica no continente africano e tem o português como língua oficial, o que permitiu aos alunos comparar situações de dois países que falam a mesma língua.
Por que a escola abriu esse espaço
Ainda segundo a docente, a proposta do encontro foi ir além dos conteúdos tradicionais. A ideia era dar aos alunos a chance de conhecer culturas diferentes, histórias de superação, desafios enfrentados por outros povos e os valores que eles carregam.
“Momentos assim são de extrema importância para o processo de ensino e aprendizagem, pois visam valorizar a cultura, a história e os saberes africanos, além de promover a discussão e o respeito à diversidade cultural. Acreditamos que, quando oportunizamos essa troca, também colaboramos para formar cidadãos mais conscientes e empáticos”, ressaltou a professora.
O que ficou para os estudantes
Depois da roda de conversa, a estudante Hilaria Fernandes Soares afirmou que a atividade rendeu reflexões sobre identidade, convivência e respeito às diferenças culturais e étnico-raciais. O relato dela repete os mesmos temas apontados pela professora, mas visto do lado de quem assistiu.
“Pudemos conhecer melhor a cultura de Angola e os grandes desafios que o País enfrenta, principalmente em relação à educação, aos direitos, às tradições, à religião e às discriminações que também existem por lá. Isso nos fez refletir muito sobre o quanto devemos valorizar a diversidade”, disse a aluna.
Assunto já apareceu em escolas de outras cidades
A discussão sobre diversidade não é exclusiva de Alegre nem desse formato de encontro. Em outro município do Estado, por exemplo, estudantes de Colatina discutem diversidade racial em visita a museu virtual, uma atividade com proposta diferente da roda de conversa realizada em Alegre, mas com o mesmo assunto de fundo.
Nos dois casos, a discussão partiu de material concreto levado para os alunos — no caso de Alegre, informações sobre a vida em Angola; no de Colatina, o acervo de um museu virtual. É esse ponto de partida que diferencia esse tipo de encontro de uma aula sobre o tema em abstrato.
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