Segurança alimentar total – Portal Cães e Gatos

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Durante a cadeia produtiva, os alimentos destinados à nutrição animal podem sofrer diferentes tipos de contaminação, o que exige um trabalho minucioso das grandes industrias para preveni-las.

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Na prática, existem quatro categorias principais de contaminações: biológica, química, física e cruzada.

Segundo Juliana Toloi Jeremias, médica-veterinária, mestre e doutora em Nutrição e Nutrição Clínica de Cães e Gatos e diretora técnica de desenvolvimento de produtos do Centro de Desenvolvimento Nutricional da PremieRpet, a contaminação biológica está relacionada à presença de microrganismos que podem comprometer a segurança e a qualidade dos alimentos.

“Entre os principais agentes estão bactérias, como Salmonella spp., Listeria monocytogenes e Escherichia coli, além de fungos associados a condições inadequadas de armazenamento”, explica.

Nesses casos, o controle depende de uma seleção criteriosa de matérias-primas, da aplicação de processos térmicos adequados e do rigor nas práticas de higiene e sanitização.

Já a presença de contaminantes químicos também pode impactar a segurança dos alimentos e a saúde dos pets. Entre eles, destacam-se micotoxinas naturalmente presentes em alguns ingredientes de origem vegetal, resíduos de defensivos agrícolas, metais pesados e outros contaminantes ambientais.

“A prevenção envolve o monitoramento constante das matérias-primas, a qualificação de fornecedores e o acompanhamento analítico ao longo do processo produtivo”, pontua Juliana.

Por outro lado, a contaminação física está relacionada à presença de corpos estranhos, como fragmentos de metal, plástico ou vidro. A especialista afirma que a melhor forma de evitá-la é por meio da adoção de sistemas de controle, como peneiras, ímãs e detectores de metais, aliados à manutenção preventiva dos equipamentos.

Por fim, a contaminação cruzada pode ocorrer em linhas de produção que fabricam diferentes formulações.

“Seu controle é importante, principalmente, em produtos destinados a dietas específicas ou hipoalergênicas. Procedimentos padronizados de limpeza, segregação de ingredientes e rastreabilidade contribuem para garantir a conformidade dos alimentos”, destaca.

Por dentro da fábrica

Conforme explica Jeremias, a produção de alimentos para pets requer elevados padrões de qualidade e segurança para assegurar produtos confiáveis, alinhados às necessidades nutricionais dos animais e às exigências regulatórias.

“A PremieRpet mantém um compromisso permanente com a qualidade, adotando um sistema integrado de controle de perigos baseado nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), em programas de autocontrole e na aplicação do APPCC, em conformidade com os requisitos da certificação SQF (Safe Quality Food). Essas ações asseguram a produção de alimentos seguros e confiáveis, além de reforçarem o compromisso da empresa com a segurança, a qualidade e a transparência”, declara.

Para prevenir as contaminações, a companhia desenvolve um conjunto integrado de medidas de segurança, baseadas em uma abordagem preventiva, estruturada e alinhada às exigências regulatórias e às melhores práticas internacionais de segurança dos alimentos.

“A partir da aplicação rigorosa das Boas Práticas de Fabricação (BPF), são realizados controles de higiene, sanitização, infraestrutura, manutenção de equipamentos e capacitação contínua dos colaboradores. Também dispomos de programas de autocontrole para o monitoramento sistemático de matérias-primas, processos, ambiente e produto acabado”, pontua Jeremias.

A prevenção de contaminações também é reforçada pela implementação da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), que permite a identificação e o controle dos perigos biológicos, químicos e físicos ao longo da cadeia produtiva.

“Complementarmente, são adotados programas de qualificação e monitoramento de fornecedores, controle de armazenamento, segregação de ingredientes, rastreabilidade e planos de resposta a desvios. Essas práticas são conduzidas em conformidade com normas e certificações reconhecidas internacionalmente, como a Safe Quality Food (SQF), assegurando processos robustos, melhoria contínua e a entrega de produtos seguros, confiáveis e de alta qualidade ao mercado”, completa.

Outro ponto importante é o uso de equipamentos de alta tecnologia em todas as fábricas da PremieRpet, responsáveis por processos controlados, automatizados e monitorados.

Prejuízos à saúde

Toda contaminação pode causar impactos à saúde dos animais, mas o nível de prejuízo depende de fatores como o tipo de contaminante, o grau e a frequência de exposição e as características individuais do animal.

A diretora técnica da PremieRpet esclarece que os efeitos podem se manifestar de forma aguda ou crônica, apresentando diferentes graus de severidade.

“A presença de contaminantes biológicos, como microrganismos patogênicos, pode resultar em alterações gastrointestinais e sistêmicas, especialmente em animais mais suscetíveis. Já a exposição a contaminantes químicos pode ocasionar efeitos cumulativos, com potencial impacto sobre funções metabólicas, hepáticas, renais e imunológicas”, relata.

Quando ocorre contaminação física, podem surgir lesões no trato digestório, que representam risco à integridade e ao bem-estar do animal.

Em situações de contaminação cruzada por alérgenos, os animais sensíveis podem apresentar reações adversas decorrentes da ingestão de proteínas não intencionalmente presentes no alimento.

Houve contaminação. E agora?

Mesmo com todos esses rigorosos processos, ainda podem ocorrer contaminações nos alimentos durante as etapas de armazenamento, transporte e comercialização. 

Entre os motivos estão falhas de higiene, controle ambiental inadequado, danos às embalagens, presença de pragas, transporte em veículos inadequados ou a venda a granel, prática não recomendada, que expõe o produto ao ambiente e ao manuseio frequente.

Por isso, de acordo com a profissional da PremieRpet, são adotados procedimentos para assegurar condições adequadas ao longo de toda a cadeia de distribuição, preservando a qualidade e a segurança do produto até o consumidor final.

Nesse cenário, a embalagem dos alimentos para pet food torna-se um elemento essencial na prevenção de contaminações, pois atua como uma barreira física de proteção durante o armazenamento, transporte e comercialização.

Confira o artigo completo “Segurança alimentar total“, na íntegra e sem custo, acessando a página 42 da edição de fevereiro (nº 318) da Revista Cães e Gatos.

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