A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) José Corrente, em Alegre, no sul do Espírito Santo, reuniu turmas do 2º ao 7º ano do Ensino Fundamental na Semana de Jogos Matemáticos, realizada entre os dias 23 e 25 de setembro. Nos três dias, os estudantes produziram jogos ligados aos conteúdos da disciplina e apresentaram cada proposta aos colegas de outras turmas.
A produção contou com o apoio dos professores regentes e da equipe pedagógica. A apresentação, porém, ficou com os próprios alunos: quem montou o jogo passou a ser quem o explicava aos colegas. A escola descreve o formato como um processo colaborativo de ensino e aprendizagem, em que cada turma recebeu a explicação diretamente de outra turma.
O que cada turma levou para a semana
A lista divulgada pela escola reúne três linhas de trabalho:
- Mercadinho — simulação de um comércio para o estudo do sistema monetário.
- Quatro operações e resolução de problemas — atividades voltadas ao cálculo e a situações-problema.
- Jogos africanos — elaborados pelos estudantes do 5º ano, com a proposta de valorizar diferentes culturas.
A escola não detalhou quais jogos africanos foram construídos nem as regras adotadas em cada turma, nem informou quantos jogos foram produzidos no total.
A professora aponta padrões e relações além do cálculo
“A Semana da Matemática é uma oportunidade perfeita para mostrar que a disciplina vai além de números e fórmulas. Ela revela padrões, relações e estruturas, aproximando culturas e inspirando os alunos a descobrirem novas possibilidades.”
A avaliação é da professora de Matemática do 5º ano, Mônica Santos.
Como os estudantes descreveram a experiência
Dois relatos de estudantes foram divulgados pela escola. O primeiro trata da revisão de conteúdo durante as atividades:
“Achei uma ótima oportunidade de aprender. Pude revisar conteúdos e aprender brincando, o que foi muito bom. Estou gostando mais de Matemática”
O segundo é de quem participou do mercadinho:
“A minha turma fez o mercadinho e aprendemos a dar troco e entender mais sobre o dinheiro. Vi que a Matemática está em várias situações do dia a dia e também pude ensinar aos meus coleguinhas.”
Por se tratar de crianças em idade escolar, os nomes e as turmas de quem falou não são reproduzidos aqui.
O que foi avaliado — e o que não foi medido
A leitura sobre o efeito da semana partiu da equipe pedagógica: segundo ela, a atividade proporcionou maior engajamento dos alunos nos conteúdos estudados e mostrou que a Matemática pode ser aprendida de modo divertido, aproximando a disciplina do cotidiano.
Vale separar as duas coisas. Essa é uma avaliação da equipe que acompanhou as aulas, não um resultado aferido: não foi divulgado nenhum indicador de desempenho — nota, avaliação diagnóstica ou comparação com outras turmas — que permita medir aprendizagem antes e depois dos três dias. O que a escola relata é participação e interesse durante a atividade.
Três dias, uma escola: o alcance da programação
A Semana de Jogos Matemáticos foi apresentada como uma iniciativa da EEEFM José Corrente e alcançou as turmas do 2º ao 7º ano do Ensino Fundamental da unidade, entre 23 e 25 de setembro. Não foi anunciada data para uma nova edição.
Famílias de estudantes da escola que queiram saber se a atividade se repetirá, ou como os jogos produzidos seguirão sendo usados em sala, podem procurar diretamente a equipe pedagógica da unidade, que conduziu o trabalho ao lado dos professores regentes.
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